Com o aumento do interesse dos consumidores por alternativas aos alimentos de origem animal, o mercado de suplementos proteicos à base de vegetais voltados a praticantes de atividades físicas também tem se beneficiado.
Segundo uma pesquisa da Meticulous Research divulgada ontem (13), a demanda por proteína vegana deve fazer esse mercado atingir um valor equivalente a R$ 50,34 bilhões até 2027, com uma taxa de crescimento anual composta de 7,8%.
“As vendas no varejo de alimentos e bebidas à base de vegetais ultrapassaram significativamente as vendas gerais de alimentos nos últimos anos”, aponta a MR, destacando uma tendência.
“O crescente mercado de alimentos à base de vegetais, junto com o aumento da demanda por suplementos de proteínas, ampliou a procura por proteínas veganas.”
Segundo a Meticulous Research, praticantes de atividades físicas estão associando cada vez mais os suplementos proteicos de origem vegetal com produtos de melhor qualidade e que oferecem mais benefícios à saúde em comparação com as versões de origem animal.
Outra observação é que os fabricantes que estão investindo em proteínas à base de vegetais reconhecem essa demanda dos consumidores como diferenciada e mais consciente, já que quem compra e consome esse tipo de produto o faz considerando alguns critérios que normalmente não são prioritários entre quem compra e consome os convencionais suplementos proteicos de origem animal.
A pesquisa também destaca o potencial de crescimento desse mercado na América Latina e avalia que o aumento do lançamento de novos suplementos proteicos de origem vegetal criará oportunidades de crescimento para o mercado.
O segmento de proteína de ervilha é citado como o que deve registrar maior taxa de crescimento até 2027. No entanto, a soja ainda ocupa posição de destaque por sua fácil disponibilidade de matéria-prima e custo-benefício.
Além dos suplementos de proteína de ervilha e soja, a pesquisa também cita produtos à base de arroz e trigo, assim como cânhamo e spirulina.
“O mercado de suplementos proteicos à base de vegetais hoje é segmentado em proteína em pó [que ocupa posição de liderança], bebidas proteicas e barras de proteínas, entre outras formas.”
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