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Durante crise, empresa vegana aumenta salário dos funcionários

“Todo mundo foi impactado em algum nível por essa crise”, destacou a cofundadora da No Evil Foods, Sadrah Schadel (Foto: Divulgação)

Depois de realizar uma doação de mais de 1,36 mil quilos de produtos na Carolina do Norte e na Califórnia em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social, a empresa familiar norte-americana de carnes vegetais No Evil Foods, anunciou hoje que está pagando o equivalente a pouco mais de R$ 90 por hora aos seus funcionários que atuam na linha de produção em sua fábrica em Asheville, na Carolina do Norte.

O aumento, segundo a empresa, foi uma medida adotada dentro das suas possibilidades para contribuir com os funcionários neste período de crise desencadeada pela covid-19. Antes do reajuste, eles recebiam cerca de R$ 78 por hora.

“Todo mundo foi impactado em algum nível por essa crise”, destacou a cofundadora da No Evil Foods, Sadrah Schadel em comunicado oficial da empresa.

De acordo com a marca que iniciou atividades em 2014, sua missão é contribuir com a sustentabilidade ambiental e o bem-estar animal por meio de melhores escolhas alimentares.

“Usamos os alimentos como uma força para o bem, porque mudanças reais começam no meio do seu prato”, defende Sadrah.

Oportunidade para o mercado de carnes vegetais

Embora o coronavírus tenha desencadeado um cenário global preocupante para a economia, empresas que produzem “carnes vegetais” têm visto neste mau momento uma oportunidade para atrair novos consumidores, principalmente com a crescente associação entre o surgimento de doenças zoonóticas com o uso e consumo de animais.

Um exemplo é a Impossible Foods, dos EUA, que em abril expandiu sua circulação no país, em supermercados que até então não ofereciam seus produtos vegetais que imitam carne – um incremento de 777 pontos de venda. A informação foi dada pelo CEO Patrick O. Brown em uma live no Facebook.

Das empresas brasileiras que produzem carnes vegetais, quem tem visto um cenário promissor, mesmo com a crise do coronavírus, é a Fazenda Futuro que, sob a marca Future Farm, começou a chegar à Europa no mês passado por meio do Future Food Group.

O grupo sediado na Holanda detém marcas como PLNT e FF Anders e já é o distribuidor exclusivo da Fazenda Futuro nos países da União Europeia.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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