Estudo sugere que não consumir carne pode fazer bem ao coração  

 "Queríamos observar com mais detalhes o impacto da ingestão de carne em diferentes aspectos da saúde cardiovascular"

Singh disse que segue uma dieta à base de vegetais, rica em alimentos integrais, e aconselha seus pacientes a alimentarem-se da mesma forma (Foto: Acervo PCRM)

Um estudo coordenado pela Dra. Zahra Raisi-Estabragh, pesquisadora da Universidade de Londres, aponta que o consumo de carne pode ter impacto negativo na saúde. A conclusão foi baseada em análises das funções cardíacas e hábitos alimentares de mais de 19,4 mil pessoas.

Segundo a pesquisadora, aqueles que consomem carne processada regularmente ou que comem muita carne apresentaram mais limitações das funções cardíacas, como ventrículos menores e artérias mais rígidas.

O estudo analisado pela Sociedade Europeia de Cardiologia também foi divulgado em abril pela Universidade da Califórnia em San Diego. “Você meio que é o que você come, e o que você come o afeta muito mais cedo do que você pensa”, disse a Dra. Tamanna Singh, membro do Conselho de Prevenção de Doenças Cardiovasculares do American College of Cardiology e que também participou do estudo.

“Queríamos observar com mais detalhes o impacto da ingestão de carne em diferentes aspectos da saúde cardiovascular”, acrescentou a Dra. Zahra Raisi-Estabragh.

De acordo com a pesquisadora, o estudo foi observacional, o que significa que não prova causa e efeito. No entanto, destacou que isso sugere que deixar de consumir carne processada e vermelha pode fazer bem ao coração.

Pesquisadora aconselha uma dieta à base de vegetais

Para o estudo, as pesquisadoras analisaram imagens por ressonância magnética cardíaca, que os médicos utilizam para avaliar quanto sangue está sendo bombeado pelo ventrículo. Também avaliaram a elasticidade dos vasos sanguíneos, considerando que artérias nessas condições são mais saudáveis.

“Claro, isso tem que ser interpretado no contexto de outras evidências e outros estudos que consideram todos os diferentes aspectos da dieta, o que também pode influenciar o impacto da carne na saúde”, ponderou a Dra. Tamanna Singh, que é codiretora do Centro de Cardiologia do Esporte da Fundação Clínica de Cleveland, em Ohio.

Segundo publicação da Universidade da Califórnia em San Diego, Singh disse que segue uma dieta à base de vegetais, rica em alimentos integrais, e aconselha seus pacientes a alimentarem-se da mesma forma. “Ela se questionou o que as imagens revelariam sobre esse tipo de alimentação à base de vegetais em comparação com a ingestão de peixes gordurosos e de carnes vermelhas e processadas.”

A observação foi feita porque o estudo não foi realizado com pessoas que não consomem nada de origem animal.

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