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EUA: Mercado de alimentos à base de vegetais cresceu em meio à covid-19

(Fotos: Eat Just/Healthline)

O mercado de alternativas aos ovos e laticínios nos EUA fechará 2020 com um bom crescimento em relação ao ano passado. O número de vendas este ano já ultrapassou o total de 2019 em 400 milhões de dólares, subindo de 3,9 bilhões para 4,3 bilhões, conforme dados da Packaged Facts.

O resultado é considerado importante para o segmento, já que 2020 foi um ano difícil em consequência da pandemia de covid-19, que teve os EUA como um dos cenários mais afetados no mundo todo, com maior número de casos e de mortes.

No entanto, 2021 pode ser um ano bem melhor para o mercado de alimentos à base de vegetais, e exatamente porque o segmento foi um dos que melhor soube se adaptar à nova realidade.

Esse mercado conquistou mais consumidores que agora veem nas alternativas aos laticínios e ovos, por exemplo, uma melhor maneira de se alimentar; e também investiu como nunca na comercialização de produtos por meios alternativos – incluindo serviços de delivery e-commerce, que desempenharam papel fundamental.

Novos produtos e aumento da disponibilidade

Além disso, o lançamento de novos produtos e aumento da disponibilidade em categorias menores de produtos não lácteos também foi determinante, assim como o aumento do consumo por parte de quem já via com bons olhos as alternativas vegetais.

Hoje há uma crescente percepção de que os produtos alimentícios de origem não animal podem ser mais sustentáveis e saudáveis do que os alimentos tradicionais, além de uma constatação crescente de que não consumir produtos de origem animal é uma forma de não contribuir com o uso de animais como produtos ou meios de produção.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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