Categorias: Notícias

Governo dinamarquês investe US$ 100 milhões em alimentos à base de vegetais

Foto: Naturli Foods

A Plante Branchen, Associação Dinamarquesa de Negócios à Base de Vegetais, anunciou na semana passada que o governo dinamarquês criou um fundo que receberá valor equivalente a US$ 100 milhões a serem investidos na produção de alimentos à base de vegetais como alternativas à carne e aos laticínios.

O Plant Fund é uma iniciativa da Agência Dinamarquesa para Agricultura e visa favorecer a segurança alimentar e elevar a produção de alimentos com menores emissões de carbono.

A indústria de alimentos à base de vegetais começou a se articular como associação na Dinamarca há três anos, agora sendo reconhecida por meio da Plante Branche como uma organização industrial bem estabelecida, segundo o secretário da entidade, Frederik Madsen.

“Estamos incrivelmente orgulhosos e honrados por isso”, disse Madsen, acrescentando que a entidade é formada por 55 membros.

O papel do Plant Fund será fornecer apoio para o desenvolvimento de produtos, assim como estratégias de vendas, exportações e iniciativas educacionais voltadas à conscientização sobre o consumo de alimentos à base de vegetais.

A Plante Branchen frisa que o país tem um grande potencial nesse mercado e que também conta com o apoio da população.

Exemplo disso é uma pesquisa conduzida pela entidade que revela que seis a cada dez dinamarqueses dizem acreditar que a Dinamarca tem condições de se tornar líder na produção de alimentos à base de vegetais.

Mais vegetais e menos carne

Em janeiro de 2021, o Ministério da Alimentação, Agricultura e Pesca da Dinamarca anunciou novas diretrizes dietéticas oficiais que também têm com como objetivo reduzir a pegada de carbono em 70% até 2030.

Foi a primeira vez que o Conselho Dietético da Dinamarca incentivou a população a consumir mais vegetais e menos carne. A justificativa é que uma mudança de hábitos alimentares é essencial para reduzir o impacto do setor de alimentos nas mudanças climáticas, além de beneficiar a saúde.

“A maioria dos dinamarqueses acredita que é importante combater a mudança climática por meio do que comemos, e seis em cada dez querem comer de forma mais favorável ao meio ambiente”, informou o ministério.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago