Ontem (26), o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP) apresentou um voto pela rejeição do projeto de lei do deputado Efraim Filho (DEM-PB) que visa reconhecer a vaquejada como “atividade desportiva”.
Entre as justificativas para o voto em separado contrário ao PL 2452/2011 na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, Izar argumentou que na vaquejada não há como garantir a integridade física dos animais, nem mesmo com o acompanhamento de um médico veterinário.
“Não há garantias de que o animal não vá se ferir. Esta necessidade recorrente de se considerar a vaquejada e outras práticas que utilizam animais como esporte nos parece inclusive uma tentativa de se alçar uma atividade flagrantemente não esportiva para se ter algum tipo de convencimento”, justificou.
O deputado também destacou que o projeto de lei, assim como outros que defendem a vaquejada, “são matérias vencidas”, e que a Câmara deveria “se debruçar sobre assuntos pendentes de solução”.
Entre os deputados, um dos maiores apoiadores do PL de Efraim Filho é o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), que deu parecer favorável à proposta no dia 6 deste mês.
Bengtson é autor do controverso PL 318/2021, em que defende que a criação de animais com fins de exploração comercial e entretenimento seja reconhecida como patrimônio cultural imaterial.
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