“Matilda”, um filme sobre uma vaca que fugiu do matadouro

O longa de ficção, segundo Marc Pierschel, é baseado na realidade, as muitas histórias de animais que escapam dos matadouros todos os anos

Dirigido pelo alemão Marc Pierschel, mais conhecido por documentários como “Viva e Deixe Viver”, “O Fim da Carne” e “Butenland”, o filme “Matilda” é um longa-metragem de ficção que conta a história de Matilda, uma vaca que refugia-se na floresta.

O animal escapa de um matadouro onde o pai de Anna, de 16 anos, trabalha. A fuga proporciona um encontro inesperado da adolescente com a vaca, o que começa a mudar sua percepção sobre os animais.

Em desenvolvimento, o filme já é definido como um olhar comovente sobre a nossa relação com os animais, as crenças que nos definem e o poder da compaixão.

Em “Matilda”, Anna começa a questionar a forma como os animais são tratados, o que gera tensões com seu pai. “Quando Anna conhece os dois ativistas dos direitos animais Kevin e Nina, ela inicialmente fica cética em relação às opiniões deles. Mesmo assim, se oferece para ajudá-los a resgatar Matilda”, explica o diretor Marc Pierschel.

“Seu pai, que deve coordenar a captura da vaca, não está disposto a aceitar os apelos dos ativistas ou o comportamento cada vez mais rebelde de Anna. Quanto mais tempo Matilda consegue se esconder na floresta, maior o interesse da mídia e maior a pressão sobre Robert [o pai].”

No filme, os ativistas começam a ficar sem tempo para evitar que o pior aconteça com a vaca. Então chega-se a um confronto entre pai e filha e Anna precisa tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre.

O filme, segundo Pierschel, é baseado na realidade, as muitas histórias de animais que escapam dos matadouros todos os anos. Quando eles conseguem se esconder e evitar a captura, algo notável acontece: as pessoas simpatizam com o animal fugitivo e até exigem que sejam salvos da morte – enquanto as vidas de seus companheiros sem nome terminam no matadouro.

“Esse fenômeno fala muito sobre nosso relacionamento com os animais, e é essa dicotomia entre o uso de animais por um lado e nosso desejo de evitar o sofrimento animal por outro que está no centro do filme”, destaca o diretor.

“Anna oferece ao público um vislumbre envolvente e íntimo de seu próprio mundo – como ela acaricia a cabeça de Matilda pela primeira vez; como a encontra em seus sonhos; e como decide, contra todas as probabilidades, lutar pela liberdade de Matilda.”

O filme, que começou a ser desenvolvido há dois anos e ainda não tem data de lançamento, ganhou uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter, visando arrecadar mais de 53 mil euros. Falta pouco para atingir a meta.

“Até agora, trabalhamos completamente sem remuneração e investimos cada minuto e centavo no projeto. Um longa-metragem sobre esse assunto é algo especial. Até agora, há apenas alguns filmes que nos incentivam a repensar a maneira como tratamos os animais. Ao contrário de um documentário, um longa-metragem nos permite atingir um público muito maior.”

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