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Mercado de alternativas à carne pode crescer 45%

De acordo com um relatório concluído em abril pela 360iResearch, o mercado global de alternativas à carne pode crescer 45% até 2027 em comparação com 2021, atingindo um valor de mais de US$ 4,950 bilhões.

Em relação às Américas, o relatório avalia a realidade de países como Argentina, Brasil, Canadá, México e Estados Unidos. Ou seja, o Brasil foi escolhido para a avaliação por causa do seu potencial no mercado de alternativas à carne.

A estimativa para o segmento é reforçada por outras pesquisas, como da Markets and Markets, que também conclui que até 2027 o mercado deve atingir um valor de não menos que US$ 4 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13,5%.

O relatório inclui alternativas a partir da proteína de soja, de trigo e ervilha, além da micoproteína (a partir de fungos).

Como destacado também em outras pesquisas sobre o assunto, o mercado é impulsionado pela crescente conscientização dos consumidores sobre os benefícios das proteínas de origem não animal, além de motivações éticas envolvendo bem-estar animal e meio ambiente.

De acordo com o relatório, a soja continuará tendo a maior participação no mercado. “A proteína de soja tem sido um dos ingredientes preferidos para garantir ao produto final a textura de carne”, acrescenta a publicação da Markets and Markets.

Para os produtos que visam mimetizar o aspecto da carne, a versão texturizada tem atraído maior interesse do que a versão isolada ou concentrada. “Além disso, é a fonte vegetal mais barata disponível no mercado global.”

A Markets and Markets conclui que o aumento do número de veganos e flexitarianos no mundo todo tem estimulado o mercado de alternativas à carne.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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