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Mercado de proteína de girassol terá alto crescimento até 2030

Proteína de girassol está sendo utilizada também na produção de alternativas à carne (Fotos: iStock/Al Slami)

Com a demanda por proteínas veganas, o mercado de proteína de girassol deve se tornar um dos mais emergentes nos próximos nove anos. Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa da Allied Market Research divulgada neste mês de dezembro.

Avaliado em US$ 70,4 milhões em 2020, a estimativa é de que o mercado de proteína de girassol alcance um valor de US$ 156,3 milhões até 2030. Isso significa um crescimento de 122%.

Até pouco tempo atrás a proteína de girassol costumava ser associada somente a produtos nutracêuticos. No entanto, isso está mudando também com o seu uso crescente na produção de alternativas à carne e de bebidas esportivas com ingredientes mais naturais.

“É uma alternativa que está criando novas oportunidades para os próximos anos”, avalia a AMR e acrescenta que o segmento de proteína de girassol orgânica deve registrar a maior taxa de crescimento anual composta desse mercado – 10%.

Regiões, interesse e indústria

“A América do Norte deve continuar mantendo sua posição de liderança em relação à receita até 2030.” Mas o relatório cita que o mercado terá maior participação em outras regiões em comparação com a atualidade.

A AMR frisa que durante a pandemia de covid-19 o interesse dos consumidores por proteína de girassol aumentou e também por sua associação com benefícios ao sistema imunológico.

Atualmente há fabricantes de alternativas à carne investindo em produtos a partir de girassol. Um exemplo é a Al Islami Foods, dos Emirados Árabes Unidos. Um de seus produtos, um búrguer vegetal, foi desenvolvido a partir de uma combinação de proteína de girassol e de fava, além de cebola, pimenta, alho aipo, cenoura e beterraba.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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