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Mundo ganha 160 marcas de alimentos fermentados à base de vegetais em 12 meses

Foto: Kite Hill/Divulgação

De acordo com um levantamento divulgado pela Chr. Hansen, a maior produtora global de culturas lácteas, o mundo ganhou 160 marcas de alimentos fermentados à base de vegetais em apenas 12 meses.

Isso indica que houve um grande aumento da demanda por esses produtos nos últimos anos, conforme mais pessoas reconhecem as vantagens em optar por alimentos de origem não animal.

“Impulsionado pelo foco global e a preocupação com a produção sustentável, o setor de alimentos fermentados à base de vegetais deixou de ser um nicho de mercado e está se tornando mais popular”, avalia a empresa global de biociência sediada na Dinamarca e que mantém filial no Brasil.

O aumento do interesse por esses produtos também é atribuído ao aumento de opções que oferecem uma boa experiência em relação a sabor e textura.

“Os alimentos fermentados à base de vegetais – um setor que evolui rapidamente – podem oferecer excelentes opções”, reforça a Chr. Hansen.

Mais soluções fermentadas à base de vegetais

Essa observação pode ser considerada bem positiva porque trata-se do reconhecimento de uma empresa que está no mercado há 145 anos e que hoje tem investido na oferta de culturas selecionadas para fabricantes que visam melhorar a fermentação das alternativas aos laticínios, assim como protegê-las da deterioração precoce e de bolores.

“Pretendemos desenvolver ainda mais soluções fermentadas à base de vegetais para ajudar os clientes a acompanharem essa tendência e a criar um sistema alimentar global sustentável e resiliente que possa alimentar uma população cada vez maior.”

O diretor sênior de desenvolvimento comercial para alternativas vegetais aos laticínios da Chr. Hansen, Ross Crittenden, diz que o mercado de fermentados à base de vegetais exige uma abordagem nova e ousada.

“Estamos utilizando um ecossistema personalizado. Isso nos permitirá participar da formulação de novas ideias com startups inovadoras, e ao mesmo tempo que aproveitamos a capacidade de desenvolvedores de ingredientes e de produtos finais amplos e estabelecidos.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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