O novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho (PSB-SP), é contra propostas favoráveis à caça. Até 2022, quando atuou como deputado federal, ele defendeu a rejeição de projetos de lei como o PL 5544/2020, de Nilson Stainsack (PP-SC), que propõe a liberação da caça esportiva, do PL 6268/2016, de Valdir Colatto, que visa a facilitação da caça, e do PL 3384/2021, de Wellington Fagundes (PL-MT), voltado à comercialização de produtos e subprodutos resultantes da caça.
De acordo com Agostinho, é preciso se organizar melhor para rejeitar esses projetos de lei. O que foi feito até agora consistiu em “segurar” essas propostas para impedir que avancem. E se isso deu certo foi porque conseguiram garantir apoio suficiente, segundo ele.
No entanto, o presidente do Ibama defende que é necessário assegurar apoio não apenas para “segurá-las”. Ele avalia que essas propostas precisam ser levadas ao plenário para que sejam votadas e rejeitadas. Do contrário, continuarão sendo como “fantasmas que atormentam”, pela incerteza de que eventualmente possam receber mais apoio dos parlamentares.
Uma bancada criada para defender a caça é a de caçadores e atiradores, formada por 23 deputados ligados ao movimento Proarmas – 17 são do PL, partido do qual fazem parte o senador Wellington Fagundes e o ex-deputado Valdir Colatto, autores de propostas que visam favorecer a caça no país.
No final do ano passado, como relator, Agostinho aprovou o PL 4587/2021, que destina recursos arrecadados por meio de multas a ONGs de proteção animal. Além disso, ele rejeitou o PL 4508/2016, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que visa destinar áreas de reserva legal para uso como pastagens.
Quando deputado, o atual presidente do Ibama também alertou sobre a importância de se levar a sério as mudanças climáticas, declarando que suas consequências resultarão em mais mortes do que a covid-19.
Segundo Rodrigo Agostinho, a população tem ampliado sua consciência ambiental em alguns aspectos – como economia de água, energia e cuidados com o lixo –, porém, ele defende que mudanças mais substanciais dependem também de políticas públicas consistentes, que, segundo ele, foram ignoradas pelo governo Bolsonaro.
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