OMS sugere que governos incentivem mais o consumo de alimentos de origem vegetal

OMS recomenda que os governos ofereçam mais opções em instituições públicas - como creches, escolas, hospitais e lares de idosos.

Foto: iStock

Este mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou um novo marco de ação em que sugere aos governos que incentivem mais o consumo de alimentos de origem vegetal. As recomendações são parte das diretrizes do “Public Food Procurement and Service Policies for a Healthy Diet”, disponibilizado no site internacional da OMS.

A entidade recomenda que os governos não apenas estimulem esse consumo, mas também ofereçam mais opções em instituições públicas – como creches, escolas, hospitais e lares de idosos.

Segundo a OMS, é preciso aumentar o consumo de grãos integrais, leguminosas, oleaginosas e frutas, entre outros vegetais, em benefício da saúde e da segurança alimentar. E os governos devem desempenhar o papel de favorecer esse consumo.

“Locais públicos que atendem a toda a comunidade, incluindo nossas populações mais vulneráveis, devem ser locais onde dietas saudáveis são promovidas e não desencorajadas”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Agora é a hora de os governos darem o exemplo, garantindo que os alimentos servidos ou vendidos em locais públicos contribuam para dietas saudáveis e salvem vidas. Nenhum dinheiro público deve ser gasto em alimentos que contribuam para dietas não saudáveis”.

Oportunidade de fazer escolhas alimentares saudáveis 

A OMS destaca também que é preciso reduzir o consumo de sódio, açúcares e gorduras saturadas e trans. Aliando a priorização do consumo de bons alimentos de origem vegetal com essas reduções, a entidade sustenta que é possível prevenir má-nutrição, diabetes, câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

“O novo marco de ação serve como uma ferramenta para que os governos desenvolvam, implementem, monitorem e avaliem as políticas públicas de aquisição de alimentos e serviços, que se alinham com princípios básicos de dietas saudáveis.”

Segundo o CEO da Resolve to Save Lives, Tom Frieden, o marco é uma oportunidade de fazer escolhas alimentares saudáveis. “Os governos em todo o mundo têm a responsabilidade de liderar pelo exemplo servindo e vendendo alimentos que melhoram a saúde de seu povo.”

Em setembro, a Cúpula de Sistemas Alimentares para 2021 promete lançar novas ações para transformar a maneira como o mundo produz e consome alimentos.

A OMS é a agência âncora da ONU para a Linha de Ação 2 com o objetivo de mudar para padrões de consumo sustentáveis e facilitar uma transição de dietas para alimentos mais nutritivos que requerem menos recursos para produção e transporte.

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