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Pesquisa prevê crescimento de 173% do mercado de alternativas aos laticínios

Estimativa é de que o mercado chegue a um valor de U$ 53,97 bilhões até 2028 (Foto: American Cheese Slices)

Uma pesquisa da Fortune Business Insights divulgada nesta sexta-feira (30) prevê crescimento de 173% do mercado global de alternativas aos laticínios até 2028. Avaliado em US$ 19,66 bilhões em 2020, a estimativa é de que o mercado chegue a um valor de U$ 53,97 bilhões daqui sete anos.

“O crescimento se deve à tendência emergente do veganismo e à crescente inclinação dos consumidores para uma dieta à base de vegetais”, cita a FBI, acrescentando também que informações sobre o impacto ambiental do consumo de alimentos de origem animal têm influenciado novos hábitos.

Segundo a pesquisa, a pandemia de covid-19 também promoveu mudanças. “Isso resultou em pessoas fazendo escolhas alimentares mais saudáveis. Muitos mudaram para dietas veganas ou vegetarianas durante o surto de covid-19.”

Produção cem vezes maior até 2050

No Reino Unido, por exemplo, uma pesquisa do Institute of Food Technologists (IFT) revelou que 25% da população de 21 a 30 anos passou a considerar uma dieta à base de vegetais como mais atrativa durante a pandemia.

De acordo com um relatório divulgado em junho pelo Credit Suisse, a produção global de alternativas aos laticínios e à carne poderá ser 100 vezes maior até 2050 em resposta à demanda, com o mercado chegando a um valor de pelo menos US$ 1,5 trilhão.

O relatório destaca que uma mudança em direção a uma dieta mais baseada em vegetais parece inevitável para que o sistema alimentar global se torne mais sustentável.

Segundo o Credit Suisse, que também opera no Brasil, uma dieta à base de vegetais não apenas tem uma intensidade de emissão de carbono que é cerca de 90% menor do que de uma dieta convencional, com alimentos de origem animal, como também oferece benefícios com potencial de reduzir o número de mortes prematuras entre adultos em cerca de 11 milhões.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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