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Suecos desenvolvem proteína vegana a partir de sobras de alimentos

Além de rico em proteínas, produto gera bem menos impacto ambiental do que as proteínas de origem animal (Foto: Divulgação/Mycorena)

Uma startup sueca desenvolveu um ingrediente que consiste em uma micoproteína, ou seja, de origem fúngica, chamada Promyc. O diferencial é que o produto é criado a partir de sobras de alimentos, como massa de pão.

A Mycorena não é a primeira a apostar nesse tipo de proteína, já que há marcas bem estabelecidas nesse ramo, como a britânica Quorn. No entanto, os produtos e o processo de produção não são os mesmos.

Além de oferecer uma alternativa rica em proteínas, a Mycorena também visa ajudar a evitar o descarte de alimentos. A startup cita que a vantagem da microproteína é que sua produção gera dez vezes menos emissões de gases de efeito estufa do que a carne bovina, demanda 20 vezes menos água e 23 vezes menos terra que a pecuária.

O potencial da empresa já é reconhecido por grandes investidores. Recentemente a Mycorena arrecadou o equivalente a mais de R$ 45 milhões, o que coloca a startup entre as mais promissoras foodtechs da Escandinávia.

Fundada em 2017, a Mycorena, fundada em Gotemburgo, está testando seu ingrediente em alguns produtos veganos já comercializados na Escandinávia. Com um maior aporte de investimentos, a startup se prepara para iniciar a produção da Promyc em grande escala.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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