
Amanhã (26) completa dois anos que o ex-governador Geraldo Alckmin vetou projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que garantiria o fim do uso de animais vivos em instituições de ensino.
Alckmin alegou que a proposição do ex-deputado Feliciano Filho não era de competência do Estado de São Paulo, e que o assunto deveria ser tratado em âmbito federal, por meio do Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (Concea).
Por outro lado, em 2016 a Universidade Estadual de São Paulo (USP) já divulgava alternativas ao uso de animais no ensino. Um exemplo é o projeto pioneiro da professora Julia Matera, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, que foi premiada pelo desenvolvimento de técnicas substitutivas para ensino de cirurgia.
“Reconhece-se o fato de que procedimentos realizados em animais em sala de aula são apenas repetições de eventos conhecidos, podendo o mesmo evento ser demonstrado em outros métodos que não animais, em conjunto conhecidos como métodos alternativos ou métodos substitutivos”, argumentou Feliciano no projeto.
E acrescentou: “Animais utilizados em procedimentos didáticos, com frequência, são utilizados apenas uma vez e em seguida descartados, e os custos implicados na construção e manutenção de biotérios, alimentação e preparação de animais onera os cofres públicos e das instituições.”
Vale lembrar também que em janeiro de 2018 Alckmin vetou o projeto “Segunda Sem Carne”, de incentivo à redução do consumo de carne nos prédios públicos de São Paulo.