A organização alemã ProVeg International, conhecida por seus projetos que visam ampliar a produção, circulação, popularidade e acesso a alimentos veganos na Europa, está apostando também em um projeto de agricultura celular intitulado CellAg (CAP).
O objetivo, segundo a entidade que mantém uma incubadora de startups veganas, é atuar em diversas frentes em condições de contribuir para reduzir o uso de animais como alimentos.
“Embora consideremos a alimentação à base de vegetais como a solução perfeita para muitos dos problemas do mundo, reconhecemos o enorme potencial da agricultura celular e carne cultivada, assim como ovos, laticínios, peixes e frutos do mar cultivados. Tudo isso faz parte de uma estratégia complementar em nossa missão de reduzir a produção animal em 50% até 2040”, informa a ProVeg.
A organização avalia que os produtos desenvolvidos a partir de células de animais, e que depois de replicadas não dependerão mais do uso de animais, estão destinados a representar uma parte substancial do setor de proteínas nos próximos anos.
A conclusão é baseada em uma pesquisa da empresa de consultoria Kearney, que avalia que a carne cultivada pode responder por 35% do consumo global de carne até 2040.
O Projeto CellAg (CAP) foi criado pela ProVeg em 2019 e a partir de uma equipe interdepartamental. “Atualmente nos concentramos em aumentar a conscientização e aceitação da agricultura celular, construindo uma rede intersetorial e incentivando a colaboração dentro do setor, a fim de promover essa nova e promissora abordagem.”
A incubadora da organização também está aberta a startups voltadas à produção de carne cultivada, assim como de outras proteínas alternativas. Além disso, seus eventos mais importantes também abrigam a agricultura celular – como a New Food Conference.
Na ONG, o departamento encarregado desse setor é o de Indústria de Alimentos e Varejo. “Apoiamos os esforços para trazer alternativas de proteínas cultivadas para o mercado, e que têm o potencial de ajudar na transição para um mundo com um sistema alimentar mais sustentável, saudável e justo.”
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