Argento, vegetariano por oposição à matança de animais

Assim como Mario Bava, o cineasta e escritor italiano Dario Argento é um dos expoentes do gênero literário e cinematográfico giallo

“A maioria das pessoas quer matá-los. Acredite, insetos também têm almas” (Foto: Getty)

Assim como Mario Bava, o cineasta e escritor italiano Dario Argento é um dos expoentes do subgênero literário e cinematográfico giallo.

Para ter uma ideia da influência do trabalho de Argento, o cinema slasher, subgênero popularizado por filmes como “A Hora do Pesadelo”, “Halloween”, “Sexta-Feira 13” e “O Massacre da Serra Elétrica”, foi inspirado em suas obras.

Conhecido por filmes que apresentam realidades sombrias envolvendo psicopatia e que têm um apelo estético diferenciado, Dario Argento é vegetariano desde a juventude, o que pode ser confirmado por meio de sua biografia em que deixa claro que sua motivação é a oposição à matança de animais.

No livro “Dario Argento: The Man, The Myths & The Magic”, de Alan Jones, publicado em 2015 pela editora FAB Press, Argento explica que o seu filme “Phenomena”, de 1985, foi inspirado em algo que ele ouviu sobre a capacidade cognitiva dos insetos.

Como esses animais sempre o fascinaram, o cineasta começou a criar uma história em torno disso.

“Você sabe, é uma coisa terrível, mas há muitos insetos que estão desaparecendo, sendo extintos, mas a maioria das pessoas quer matá-los. Acredite, insetos também têm almas. Eles são telepatas extraordinários.”

E acrescentou: “Pessoas pensam em salvar baleias e golfinhos, mas ninguém quer salvar os insetos. Penso diferente.”

Para quem quiser conhecer o trabalho de Dario Argento, a sugestão é começar por um de seus clássicos, “Suspiria”, de 1977, que ganhou um remake em 2018.

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