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Ativistas soltam cerca de cinco mil perdizes que seriam abatidos por “esporte” na Inglaterra

“Nosso objetivo é colocar um fim nessa prática” (Foto: League of Cruel Sports)

A Animal Liberation Media publicou ontem (1) no YouTube um vídeo de uma ação de soltura de cerca de cinco mil perdizes que seriam abatidos por “esporte” em Gloucester, no sudoeste da Inglaterra.

“Esperamos duas semanas antes do início da temporada de abate para libertá-los, até para garantir que as aves tivessem idade suficiente para sobreviver. O nosso objetivo é colocar um fim nessa prática”, informou a Animal Liberation Media, acrescentando que os animais eram mantidos em gaiolas.

Em abril deste ano, ativistas da Animal Liberation Front (ALF) também libertaram nove mil faisões de uma fazenda em Suffolk, na Inglaterra. A incursão aconteceu em Mildenhall como parte de uma ação que, além de garantir a liberdade das aves, também quis chamar atenção para a realidade dos animais criados para serem usados em atividades de caça.

Um porta-voz da ALF disse que eles pretendem continuar libertando aves porque isso pressiona os caçadores e quem lucra de alguma forma com essa atividade a sair do mercado.

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas. Usamos grãos para atraí-las por essa direção”, revelou um porta-voz da ALF, segundo o jornal britânico The Times.

No Reino Unido, a caça às aves estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informou Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Outro ponto crítico em relação à caça de aves é que as fêmeas usadas como reprodutoras são criadas em gaiolas.

“Nossa investigação secreta revelou o sofrimento contínuo daquelas aves reprodutoras, que definham aos milhares em condições terríveis”, declarou Isobel Hutchinson, diretora da Animal Aid. Pesquisa da entidade também revelou que 80% dos britânicos se opõem ao confinamento desses animais.

“A frustração que elas experimentam em cativeiro as levam a se atacarem e a voarem continuamente em direção ao teto da gaiola em uma tentativa improdutiva de fugir”, enfatizou Isobel.

David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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