Atletas veganas reforçam Seleção Brasileira de Skyrunning

Este é o segundo ano em que o Brasil participa da competição com atletas de ponta que se destacaram no Circuito Nacional de Skyrunning

As três atletas estarão em Vall de Bói, próximo a Barcelona, disputando o Mundial de Skyrunning no Buff Mountain Festival

Três atletas veganas estão na Seleção Brasileira de Skyrunning que disputa entre os dias 9 e 12 de julho, no coração dos Pirineus espanhóis, o Circuito Mundial de Skyrunning, considerada a mais complexa e disputada competição de corrida de montanha.

Este é o segundo ano em que o Brasil participa do mundial com atletas de ponta que se destacaram no Circuito Nacional de Skyrunning. O diferencial é que em 2020 não apenas o Brasil, mas o veganismo também será bem representado por Mariana Scarpelli, Elisa Lamego e Paula Carvalho.

As três atletas estarão em Vall de Bói, próximo a Barcelona, disputando o Mundial de Skyrunning no Buff Mountain Festival em uma região cercada por lagos e picos de três mil metros. Vale destacar que o evento reúne as maiores estrelas mundiais da modalidade.

Conheça as atletas veganas brasileiras:

Elisa Lamego, de 29 anos, é frugívora e terapeuta holística. Iniciou sua jornada com o veganismo em 2013 e na corrida em 2015. O foco em performance veio em 2017, quando, segundo a atleta, se apaixonou pelo estilo mais técnico de corrida de montanha. Elisa foi convidada a representar o Brasil no Mundial de Skyrunning na Escócia em 2018. Ela define sua participação na Espanha com uma oportunidade de expandir seus horizontes no meio do trail run.

Mariana Scarpelli, de 37 anos, é nutricionista e apaixonada por corrida desde 2009. Se tornou vegana em 2012 e, em 2017, deu início aos treinos com foco em performance para as corridas de montanha. Desde então tem alcançado grandes resultados relacionados ao seu estilo de vida, assim também influenciando positivamente seus seguidores nas redes sociais.

Paula Carvalho, de 33 anos, é bióloga e culinarista vegana responsável pela empresa Viver Integral. Se tornou vegetariana em 2004 e vegana em 2014. Sua história com a corrida de montanha começou em 2012, e o amor pelo esporte, segundo ela, fez da modalidade o seu estilo e vida. Em 2014, Paula ficou um ano afastada da corrida após desenvolver síndrome compartimental crônica nas duas pernas. Depois de passar por cirurgia, retornou aos treinos em 2015 para recuperar condicionamento físico – trabalho que exigiu paciência e força mental. Em 2019, o bom desempenho garantiu à atleta a classificação para o Mundial de Skyrunning.

Como são as competições de skyrunning?

De acordo com a Federação Internacional de Skyrunning (ISF), “as competições de skyrunning representam um desafio supremo, em que as corridas não são apenas medidas pela distância, mas também pela verticalidade e dificuldade técnica em um ambiente natural de montanha onde a terra encontra o céu”. Além disso, como modalidade específica da corrida de trilha (trail run),o skyrunning é uma corrida de montanha com percursos apresentando elevado desnível positivo, com inclinações acentuadas de até mais de 30%, em que os atletas precisam percorrer trilhas, rochas ou neve.

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