Bring Me The Horizon: Oliver Sykes contra o consumo de animais

“Quando vi como os animais são torturados, percebi que não poderia continuar fazendo parte disso"

‘E se fosse eu no lugar daqueles animais?’ Imediatamente concluí: ‘É isso! Vou me tornar vegetariano!” (Foto: Oliver Sykes/Instagram)

O vocalista da banda britânica Bring Me The Horizon, Oliver Sykes, já fez diversas críticas ao consumo de animais ao longo dos anos. Em 2011, ele concedeu uma entrevista à organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) em que revelou que deixou de comer animais após assistir um vídeo sobre a realidade por trás da carne.

“Quando vi como os animais são torturados, percebi que não poderia continuar fazendo parte disso. Então pensei: ‘E se fosse eu no lugar daqueles animais?’ Imediatamente concluí: ‘É isso! Vou me tornar vegetariano!’”

Sykes, que é casado com a modelo brasileira Alissa Salls e se inspirou em um boteco brasileiro para fundar um barcade vegano na Inglaterra, também participou de uma campanha da PETA em que criticou a crueldade por trás do frango frito da KFC.

A manifestação pública do vocalista veio logo após uma investigação revelar como os frangos e as galinhas utilizadas pela cadeia de fast-food levavam uma vida miserável desde os primeiros dias de vida.

A denúncia expôs uma realidade global – que é comum as aves terem seus bicos cortados sem anestesia e crescerem tão rápido que têm dificuldade de suportar o próprio peso, além de serem cruelmente abatidas.

Isso motivou não apenas Oliver Sykes, mas também outros membros vegetarianos do BMTH, como o baixista Matt Kean e o baterista Matthew Nichols, a criarem alguns desenhos em que retrataram o Coronel Sanders como uma figura diabólica que atormenta e tortura aves.

“Além disso, vegetarianos são mais atraentes”, alfinetou Sykes em vídeo da PETA.

Adoção de cadela e barcade vegano

Em 2015, quando o Bring Me The Horizon excursionou pela Grécia, Oliver Sykes adotou uma cadela chamada Luna que foi abandonada em um abrigo em condições precárias em Santorini. Ele também ajudou a angariar fundos para a manutenção do local, de acordo com a revista Alternative Press.

Já em 6 de julho de 2018, Oli inaugurou um barcade vegano em Sheffield, no condado de South Yorkshire, na Inglaterra. O local, que recebeu o nome de Church (Igreja), é inspirado em um boteco que Sykes conheceu quando veio ao Brasil.

Com capacidade para 220 pessoas, o Church reúne fliperamas (principalmente clássicos games retrô), música ao vivo, comidas e bebidas veganas, tatuagens e iconografia religiosa sul-americana, mais especificamente brasileira. O barcade fica na Rutland Road.

Crítica ao consumo de carne em faixa 

Vale lembrar também que em 27 de dezembro de 2019, o BMTH lançou o EP “Music to listen to…”, que traz a faixa “Underground Big {HEADFULOFHYENA}”, a última e mais longa do disco. Nos últimos minutos, a banda chama atenção para a importância da empatia pelos animais.

“Sim, tudo bem, entendemos, a carne tem um gosto bom. Mas vamos lá, cara, eles estão vivos. Essas coisas estão vivas, são criaturas vivas. […] Não precisamos disso. Você precisa disso? Não e não sou hipócrita…”

Na faixa também há uma observação sobre a importância de ponderarmos se desejar tanto algo que custe sofrimento aos outros realmente vale a pena. “Acho que todos nós precisamos começar a pensar sobre o que realmente queremos”, sugere a faixa.

Molho barbecue vegano

O Bring Me The Horizon também tem contribuído com o mercado vegano. No mês passado, a banda lançou um molho barbecue vegano em parceria com a marca de produtos  artesanais Lou’s Brews.

O produto, que recebeu o nome Syko Juice em referência ao sobrenome do vocalista do BMTH, é composto por ingredientes como chipotle, jalapeño, pimenta malagueta, cebola e alho. Segundo a Lou’s Bews, o produto é uma “maneira perfeita de elevar o nível de seus churrascos.”

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