Britânicos produzem proteína de batata para atender mercado vegano

“Estamos trabalhando com a B-hive Innovations como parte de um projeto colaborativo para melhorar a utilização da batata"

“A instalação irá converter batatas em uma proteína funcional que pode ser usada em alimentos vegetarianos e veganos” (Foto: Acervo Allied Market Research)

A Branston, uma empresa britânica dedicada aos derivados de batata, iniciou em abril a produção de proteína de batata com o objetivo de atender ao mercado de produtos alimentícios veganos – como as alternativas à carne.

Para obter uma proteína vegetal de alto valor nutricional, a Branston investiu o equivalente a mais de R$ 42 milhões em uma nova instalação no condado de Lincolnshire.

“Estamos trabalhando com a B-hive Innovations como parte de um projeto colaborativo para melhorar a utilização da batata. A fábrica comercial é a primeira do seu tipo no Reino Unido”, informa.

“A instalação irá converter batatas em uma proteína funcional que pode ser usada em alimentos vegetarianos e veganos. Também irá gerar produtos à base de amido para uma variedade de aplicações.”

“A maioria das pessoas conhece o amido e a fibra de batata, mas não a sua fração de proteína altamente nutritiva”, diz o diretor da divisão de alimentos preparados da Branston, Richard Fell.

Atender demanda por proteína 100% vegetal 

“A B-hive Innovations vem aprimorando essa tecnologia há vários anos, trabalhando com um grupo de parceiros acadêmicos e da indústria com o apoio da Innovate UK. Eles desenvolveram um processo para extrair e isolar delicadamente proteínas da batata”, explica Fell.

“Isso significa que temos potencial para atender aos requisitos crescentes dos fabricantes de alimentos por proteína 100% vegetal que seja livre de alérgenos e totalmente rastreável a partir de nossas safras cultivadas no Reino Unido.”

Embora ainda não esteja no nível de comercialização das proteínas mais populares do mundo, o mercado de proteína de batata pode ultrapassar um valor global equivalente a mais de R$ 820 milhões até 2027, segundo estimativa da Global Market Insights.

Segundo a GMI, é uma consequência do aumento da demanda por alimentos proteicos de origem não animal. Com isso, a proteína de batata tem garantido uso crescente e diverso – o que inclui alternativas à carne e aos laticínios, além de panificação, opções sem glúten, salgadinhos, sopas, doces e massas.

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