Campos nazistas foram inspirados em matadouros

Em 2002, o historiador estadunidense Charles Patterson publicou o livro “Eternal Treblinka”, em que narra que o empreendedor Henry Ford ficou impressionado com a eficiência dos matadouros de suínos de Chicago, e a partir dessa experiência sugeriu que os campos de extermínio da Alemanha nazista fossem desenvolvidos com base “nesses modelos”. E foi o que Hitler fez, seguindo a recomendação de Ford, por quem tinha recíproca admiração.

Mas a sua influência foi um pouco além, segundo Patterson: “Não só desenvolvendo o método de linha fabril que os alemães usaram para matar judeus, mas também lançando uma campanha antissemita que favorecia o Holocausto. O propósito da matança alemã centrava-se no extermínio de seres humanos. Operavam no largo contexto de sociedade de exploração e matança de animais, que eles imitaram. Os alemães não deixaram de matar animais quando começaram a exterminar pessoas.”

De acordo com o autor de “Eternal Treblinka”, Auschwitz, sob o comando de Rudolf Hess e inspirada nas sugestões de Henry Ford, se tornou um colossal matadouro, humano e não humano, já que os animais eram executados aos montes, e à pouca distância de onde muitos seres humanos também eram mortos friamente:

“Os campos de morte mantinham o seu pessoal [nazistas] bem alimentado com carne. […]Sobibor tinha currais de vacas, porcos, etc, que eram ao lado da entrada que levava os judeus à câmara de gás. Em Treblinka, tinham estábulo, e a pocilga junto ao campo das barracas dos auxiliares ucranianos.”

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