Casas são construídas com cascas de café na Colômbia

As casas pré-fabricadas da Woodpecker são vendidas por preços a partir de menos de R$ 25 mil

Segundo a Woodpecker, a casca de café foi determinante na criação de um material final à prova de fogo e de grande durabilidade (Imagens: Woodpecker/Divulgação)

Uma empresa colombiana decidiu dar uma nova utilidade às cascas que sobram após o beneficiamento do café. O subproduto está sendo utilizado como matéria-prima na fabricação de placas para construção de casas.

A Woodpecker, sediada em Bogotá, reaproveita as cascas misturando-as com um plástico reciclado que dá origem a um novo material que, segundo a empresa, é leve e forte, e se transforma nas paredes das casas pré-fabricadas.

As residências da Woodpecker são vendidas por preços a partir de menos de R$ 25 mil. Em entrevista à Fast Company, o CEO Alejandro Franco disse que a empresa nasceu de uma necessidade em oferecer uma construção leve e acessível para localidades periféricas, rurais e isoladas em que os sistemas convencionais de construção não chegam.

À prova de fogo e de grande durabilidade 

A empresa fez experiências com serragem e arroz antes de chegar à casca de café, que foi determinante na criação de um material final à prova de fogo e de grande durabilidade. “A casca de café foi selecionada porque é mais forte e mais seca do que as outras fibras”, disse.

Além disso, é um produto de grande disponibilidade na Colômbia, que é uma das maiores produtoras de café do mundo. Outra vantagem apontada por Franco é que, embora montem as casas em menos de uma semana, há clientes que compram o kit e decidem montá-los sozinhos, já que o processo não é difícil.

Empresa diz estar comprometida em manter os custos baixos 

Além disso, hoje, com uma produção em grande escala, a Woodpecker consegue manter os custos baixos, segundo o CEO, o que tem sido benéfico para a construção de moradias em áreas de baixa renda.

A expectativa da empresa é de uma parceria com o governo colombiano para ajudar a reconstruir a Ilha de Providência, onde 1,3 mil casas foram destruídas por um furacão em novembro de 2020.

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