Thomas Nagel: “Quero saber como é ser morcego para o morcego”

Não ajuda nada tentar imaginar que, nos braços, temos membranas que nos permitem voar por aí

Se tento imaginar isso, me vejo limitado aos recursos da minha própria mente, e esses recursos são inadequados para a tarefa (Foto: Getty)

“Não ajuda nada tentar imaginar que, nos braços, temos membranas que nos permitem voar por aí […] pegando insetos com a boca; que temos visão deficiente, e percebemos o mundo em torno por meio de um sistema de sinais sonoros de alta frequência refletidos; e que passamos o dia pendurados pelos pés, de cabeça para baixo, num sótão. Na medida em que sou capaz de imaginar isso (que não é muito), percebo como seria pra mim me comportar como morcego. Mas a questão não é essa. Quero saber como é ser morcego para o morcego. No entanto, se tento imaginar isso, me vejo limitado aos recursos da minha própria mente, e esses recursos são inadequados para a tarefa.”

Página 169 de “What Is It Like To Be a Bat?”, publicado no livro “Mortal Questions”, do filósofo Thomas Nagel em 1979.

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