Como me tornei vegana ou vegetariana? – Parte IX

O que será que motivou essa mudança? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais

Ana Carolina Alves, Day Estevam, Eduarda Girotto Bin e Karen Novak (Fotos: Arquivo Pessoal)

Na série “Como me tornei vegana ou vegetariana?”, o VEGAZETA traz depoimentos de pessoas de várias regiões do Brasil, e também de fora do país, que se tornaram veganas, vegetarianas ou que abdicaram do consumo de carnes. O que será que motivou essa mudança? Uma experiência, uma história, um documentário, um filme, um artigo, um livro? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais. Hoje, compartilhamos um pouquinho da história de transição de Ana Carolina Alves, Day Estevam, Eduarda Girotto Bin e Karen Novak.

Ana Carolina Alves, de Curitiba (PR):

“Há três anos, comecei a pesquisar e ver documentários. Depois de assistir ‘Cowspiracy’ e outros vídeos no YouTube sobre sofrimento animal, tomei a decisão de parar com todos os tipos de carne. Continuo com o vegetarianismo, mas tento comprar coisas que não são testadas em animais e sigo assim até tentar novamente o veganismo.”

Day Estevam, de Ribeirão Preto (SP):

“Sempre tive uma tendência ao vegetarianismo. Já havia cortado carne em várias etapas da vida, mas basicamente por não gostar do sabor. Despertei realmente aos 16 anos, quando parei de comer carne por dois anos. Voltei a consumir assim que entrei na faculdade. Participava dos encontros que, em sua maioria, eram churrascos. Assim foi por muitos anos ainda. No momento em que a carne finalmente estava agradando o meu paladar, comecei a me sensibilizar mais com os animais de maneira natural. Passei a me informar e cortei da alimentação qualquer ‘ingrediente’ de origem animal, mas me tornei vegana realmente quando assisti ao documentário ‘Terráqueos’.”

Eduarda Girotto Bin, de Xanxerê (SC):

“Tornei-me vegetariana depois de um matadouro perto de minha cidade entrar em greve. Vários animais morreram dentro de caminhões, embaixo do sol intenso. Tinha 12 anos na época e pensei: ‘Por que sinto pena desses bichos morrendo devido à greve, e não daqueles que consumo diariamente?’.”

Karen Novak, de São Paulo (SP):

“Estou começando, ainda não sou vegana, é um grande caminho, mas o que me motivou foram duas coisas: o cuidado com os animais e o meio ambiente; e a carne dentro do meu corpo (estômago) e todo o processo digestivo de um ser apodrecendo dentro de mim. Devo isso ao meu calopsita e aos meus estudos sobre biológicas.”

1 COMENTÁRIO

  1. Meu nome é Mercês Estevam! Sou mãe da Dayana! Ainda não consegui tirar a carne do cardápio, mas não descarto essa possibilidade. Orgulhosa da minha filha.

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