Como me tornei vegana ou vegetariana? – Parte VII

O que será que motivou essa mudança? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais

Ana Elisa de Rizzo, Patrícia Gaida, Rosa Borges e Sueli Gomes Machado (Fotos: Arquivo Pessoal)

Na série “Como me tornei vegana ou vegetariana?”, o VEGAZETA traz depoimentos de pessoas de várias regiões do Brasil, e também de fora do país, que se tornaram veganas, vegetarianas ou que abdicaram do consumo de carnes. O que será que motivou essa mudança? Uma experiência, uma história, um documentário, um filme, um artigo, um livro? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais. Hoje, compartilhamos um pouquinho da história de transição de Ana Elisa de Rizzo, Patrícia Gaida, Rosa Borges e Sueli Gomes Machado.

Ana Elisa de Rizzo, do Guarujá (SP):

“Minha motivação para o veganismo foi se fortalecendo gradativamente, até que houve o acidente do Rodoanel com os dois caminhões que transportavam porcas. Eu tinha algumas conhecidas envolvidas no resgate e falava com elas direto. Foi traumatizante. Aí me senti culpada e decidi que não poderia mais fazer parte disso. A morte das porquinhas não poderia ser em vão!”

Patrícia Gaida, de Bombinhas (SC):

“Ganhei um cachorrinho em 19 de maio de 2017, e a partir daí comecei a ver o quanto são inteligentes e amáveis. Mais tarde, vi um vídeo de um boi que cortaram os tendões traseiros dele e a dona disse que invadiam a fazenda de noite e torturavam os animais por diversão. Aí chorei e pensei: ‘Se estou com dó desse animal por que compro carne pra comer?’ Decidi não comer mais carnes. Em seguida, assisti vários vídeos da Mercy For Animals e decidi não ingerir mais nada com ingredientes de origem animal. Isso foi no dia 6 de setembro de 2018 e estou muito feliz pela decisão que tomei.”

Rosa Borges, de Alterosa (MG):

“Foi numa véspera de Natal há 19 anos. Eu já era protetora de cães e gatos. Minha mãe e eu fomos ao supermercado, e na fila do açougue uma pequena leitoa desossada ainda conservava expressão de pavor e dor. Começamos a chorar e, desde então, não consumo mais nada de origem animal e minha mãe diminuiu drasticamente.”

Sueli Gomes Machado, de Curitiba (PR):

“Fui ovolacto por dez anos e me tornei vegana há dois anos. Não teve um gatilho, fui me informando por meio de grupos, etc. A maior motivação é o amor aos animais e a minha oposição à exploração animal para nosso proveito.”

2 COMENTÁRIOS

  1. Nasci em fazenda em Bonfim/MG, e convivi com o sofrimento dos animais na minha infância. Mas o costume herdado e o sofrimento naturalizado, me impediram de questionar meus hábitos.
    Já adulto, fiquei anos a proteger e amar os cães, mas após ver alguns documentários (A Carne é Fraca; Paredes de Vidro; Terráqueos…) percebi o quanto eu causava mal aos animais e ao planeta, e o quanto era incongruente amar uns e comer outros.

  2. Sempre morei em locais mais rurais. Apesar de ser comunidade, mas não era grandes centros urbanos. Eu comia carne, lógico! No entanto eu sempre pensava o modo cruel que os animais morriam, para se tornarem alimentos pra humanos. Em minha rua, tinha um senhor idoso, que desde sempre matava porcos pra vender na comunidade. Ele os matava perto de minha casa. De madrugada de sextas para os sábados, eu sempre via os gritos de agonias, dos pobres suínos. Eu tapava os ouvido – mesmo que mais tarde, esquecia a compaixão, o egoísmo na hora de comer falava mais alto – para não ouvir os gritos agonizantes daquelas pobres criaturas levando machadadas em suas testas. Eu cresci sempre vendo todo esses tipos de atrocidades e me comovendo com tanta crueldade. O interessante é que eu sempre gostei de todo tipo de animal, mas parece que, quando estavam no prato não eram aqueles que eu tanto amava, como que por instinto. Digo amar por instinto, porque me parece que eu sempre fui vegano, desde criança, com uma consciência adormecida. Um dia, em 2018 pensei porque eu os amava e os comia em minhas refeições?! Então idealizei! A consciência começou a despertar. Assisti a documentário de alicerce vegano e então aqui estou. Vi o quanto o mundo é muito mais cruel do que eu pensava. Mas pelo menos agora não sou mais culpado por suas dores

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