Maior companhia aérea da Nova Zelândia oferece veggie burger que “sangra” e atrai polêmica

O Impossible Burger exige 95% menos água do que um hambúrguer convencional

O Impossible Burger, veggie burger que “sangra”, está sendo oferecido aos passageiros da Air New Zealand, a maior companhia aérea da Nova Zelândia. Embora a nova opção tenha sido bem recebida pelos passageiros, alguns políticos do país não têm visto a promoção do hambúrguer vegetal como positiva.

Um exemplo é o atual primeiro-ministro da Nova Zelândia, Winston Peters, que está substituindo a primeira-ministra Jacinda Ardern que está de licença maternidade desde o dia 21 de junho. Segundo a Sky News, Peters qualificou o hambúrguer vegetal que “sangra” como uma ameaça à indústria da carne e à economia do país.

O político afirmou que jamais comeria um hambúrguer “feito em laboratório” e se posicionou como sendo totalmente contra as imitações de carne, alegando que a Air New Zealand é uma companhia aérea construída pelos contribuintes do país – e entre eles estão os agropecuaristas.

Apesar das críticas, o hambúrguer vegetal que “sangra” tem conquistado popularidade, e a crítica do primeiro-ministro parece ter ajudado ainda mais a promover o produto da empresa Impossible Foods, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos.

À base de trigo, óleo de coco, batatas e um “ingrediente mágico”, o Impossible Burger exige 95% menos água do que um hambúrguer convencional e gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa, de acordo com a Impossible Foods.

A diretoria da Air New Zealand não se intimidou com as críticas do primeiro-ministro. Por meio da assessoria de imprensa, declarou que não vai se desculpar nem retroceder em oferecer opções inovadoras de produtos para seus clientes, e afirmou que pretende ir mais além.

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