Coronavírus pode sobreviver na carne por três semanas

Pesquisadores da Irlanda e de Singapura perceberam grande resistência do vírus na carne de frango, de porco e no salmão

“Nosso trabalho de laboratório mostrou que o SARS-CoV-2 pode sobreviver ao tempo e às temperaturas associadas às condições de transporte e armazenamento” (Foto: Pixabay)

De acordo com um estudo concluído em agosto e publicado por pesquisadores de Singapura e da Irlanda na plataforma de conteúdo científico bioRxiv, o coronavírus (SARS-CoV-2) pode sobreviver em alimentos de origem animal como carne de porco, frango e salmão por três semanas.

“Nosso trabalho de laboratório mostrou que o SARS-CoV-2 pode sobreviver ao tempo e às temperaturas associadas às condições de transporte e armazenamento associados ao comércio internacional de alimentos. Ao adicionar SARS-CoV-2 a pedaços de frango, salmão e porco, não houve diminuição do vírus infeccioso após 21 dias a 4°C (refrigeração padrão) e –20°C (congelamento padrão)”, informa o artigo no artigo “Seeding of outbreaks of COVID-19 by contaminated fresh and frozen food”.

Os pesquisadores apontam que é possível que parte da contaminação de trabalhadores em frigoríficos tenha relação com carne contaminada. “O mercado internacional de alimentos é enorme e até mesmo um evento muito improvável pode ocorrer de tempos em tempos.”

Também acrescentam: “Nossas descobertas, juntamente com os relatórios da China sobre SARS-CoV-2 detectado em frango congelado importado, assim como em camarão congelado, devem alertar as autoridades competentes em segurança alimentar e a indústria de alimentos sobre um ‘novo ambiente normal’, onde esse vírus está representando um risco de segurança alimentar não tradicional.”

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