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Cresce interesse dos brasileiros por proteínas alternativas

Segundo a pesquisa, mais de cinco em cada dez entrevistados disseram que já consumiram produtos classificados como plant-based (Foto: GLNC)

Uma pesquisa realizada pela Archer Daniels Midland (ADM) em parceria com o Ibope DTM e divulgada este mês revelou que os brasileiros estão mais interessados em proteínas alternativas, e que isso também tem relação com o aumento dos consumidores que se identificam como flexitarianos. Ou seja, que optaram por reduzir o consumo de alimentos de origem animal.

Segundo a pesquisa, mais de cinco em cada dez entrevistados disseram que já consumiram produtos classificados como plant-based, e 32% consumiriam novamente e 18% afirmaram consumir sempre ou de vez em quando.

“Os dados revelaram ainda que 45% nunca experimentaram produtos à base de proteína vegetal, mas 42% se interessam em experimentar, o que indica grande potencial de criação de uma demanda maior vinda de futuros consumidores”, avalia a ADM.

O que favorece o mercado de proteínas alternativas é que na primeira etapa quantitativa da pesquisa foi revelado que, de um total de dois mil entrevistados, 52% levam um estilo de vida que pode ser definido como flexitariano, com pessoas buscando por opção ingerir mais alimentos à base de proteína vegetal.

Motivações por trás da mudança

“A busca por uma boa saúde é o fator principal que encoraja estes consumidores tendo também como motivadores a busca pela qualidade nutricional, paladar, sabor e prazer.”

Como parte da pesquisa também foram realizados quatro discussões em painéis específicos como veganos, vegetarianos, flexitarianos e consumidores que rejeitam produtos à base de vegetais.

Segundo a AMD, com isso, foi possível identificar as motivações que levam à busca por alimentos e bebidas de base vegetal e como o “plant-based está associado a um universo mais sustentável e feliz”. Nessa etapa também foram detectadas as principais barreiras que demandam evolução da indústria.

“Esta é uma pesquisa que joga luz sobre o consumidor de proteínas alternativas e comprova o quanto esse mercado é vibrante e promissor, além de fornecer insights para a indústria de alimentos entender a melhor forma de apresentar seus produtos para esse consumidor ávido por novas opções”, aponta Alessandra Mattar, gerente de Marketing de Nutrição Humana LATAM da ADM, que esteve à frente da pesquisa.

Interesse está alto

Um dos fatores descobertos pela pesquisa exclusiva da ADM com o Ibope DTM é que o interesse dos consumidores por proteínas alternativas está alto, com bom índice de intenção do consumidor em experimentar e também voltar a consumir esses produtos.

“Em relação aos sanduíches à base de plantas, 29% dos consumidores já experimentaram, 16% consumiriam novamente e 11% afirmaram consumir sempre ou de vez em quando. E mesmo entre aqueles que nunca experimentaram – 70% da amostra –, 65% afirmaram ter interesse em experimentar, corroborando a indicação da pesquisa de que o mercado plant-based tem grande potencial de crescimento no Brasil e que muita novidade ainda está por vir para satisfazer os desejos e necessidades desses consumidores”, diz Alessandra Mattar.

Ela também informa que os entrevistados que fazem parte do perfil flexitariano revelaram que há o desejo de consumir produtos de base vegetal semelhantes às versões em proteína animal.

Produtos à base de vegetais devem ser opções saudáveis

“Contudo, há o risco de frustração que pode impactar o processo de decisão e escolha. Então, se não é possível ter um produto de fato semelhante, muitos flexitarianos preferem aqueles que não se proponham a imitar, mas que tenham sua própria identidade de sabor, textura e, até mesmo, que sejam originais inclusive em seus nomes”.

Segundo Alessandra Mattar, os produtos à base de vegetais devem entregar saudabilidade, sabor e textura. “Existem muitas oportunidades para as empresas comunicarem-se melhor e oferecerem produtos mais alinhados às expectativas dos diferentes perfis de consumidores desses produtos.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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