
O deputado federal Newton Cardoso Jr (MDB-MG) é um dos parlamentares que contribuiu para que uma proposta que visa proibir o abate de cavalos, jumentos, mulas e burros ainda não fosse aprovada no Brasil.
Em 7 de novembro de 2017, Cardoso Jr manifestou-se contra o Projeto de Lei (PL) 5949/2013, que prevê essa proibição e que até hoje parece distante da aprovação. O deputado mineiro foi relator da proposta na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.
Em sua justificativa, Cardoso Jr alegou benefícios no abate de equinos com fins de consumo. “O aproveitamento dessa carne não implica mudança do objetivo de sua criação, mas constitui aproveitamento complementar da espécie. Esta utilização resulta num valor adicional do animal, podendo incentivar sua criação e evitar o desperdício”, alegou.
Na tentativa de validar essa defesa como “promissora”, Newson Cardoso Jr citou como exemplo a China e o México como maiores produtores de carne equina e a Bélgica, Argentina, Brasil, Canadá e Estados Unidos como maiores exportadores.
Deputado declarou que carne de cavalo é mais saudável
O deputado também declarou que a carne de cavalo é mais saudável do que a carne bovina:
“Importante salientar que as características organolépticas da carne de equino lhe conferem sabor adocicado. O rendimento da carcaça apresenta média de 55% e a relação músculos/ossos é de cerca de 20%. Comparada à carne bovina ou suína, a carne equina possui menor teor de gordura, maior quantidade de ácidos graxos insaturados do que saturados, sendo, portanto, mais saudável.”
E continuou: “Semelhantemente à carne bovina, possui cerca de 20 gramas de proteína em 100 gramas de carne. No mundo, almôndegas, salame, mortadela, salsicha, sashimi e carne defumada estão entre as iguarias elaboradas com a carne equina. Os cortes se parecem com os das carnes de bovinos: filé mignon, alcatra, contrafilé, fraldinha, patinho, lagarto, coxão duro e coxão mole.”
Cardoso Jr. citou ainda como economicamente vantajoso o aproveitamento do couro e das crinas dos cavalos, e concluiu, de maneira preconceituosa e ausente em empatia, que “o abate de cavalos descartados, afastados do trabalho ou da reprodução é uma medida aconselhável para o reduzir o risco de abandono e descuido na velhice, além de evitar que passem fome ou se tornem vetores de doenças.”
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