Notícias

Desodorantes veganos de cristal prometem benefícios econômicos e ambientais

Um desodorante de cristal pode durar até dois anos (Foto: Verdê/Divulgação)

O uso de desodorantes de cristal é uma tendência em desenvolvimento no Brasil. Seguindo a linha de campanhas recentes que priorizam cosméticos mais naturais e veganos, esses produtos têm ganhado destaque porque prometem benefícios econômicos e ambientais.

De acordo com a startup curitibana Verdê, o desodorante de cristal ou de pedra é livre de parabenos ou sulfatos e menos suscetível a reações alérgicas, além de não permitir a absorção de alumínio. O uso é bem simples: basta umedecer o cristal com água e passar na axila.

“Já vem com a ponta arredondada, evitando machucados contra a pele. O produto elimina as bactérias que causam odores desagradáveis, sem bloquear as glândulas responsáveis pelo suor – essencial para o equilíbrio de temperatura corporal.”

Embora o custo possa parecer elevado à primeira vista, um desodorante de cristal pode durar até dois anos, o que pode ser benéfico tanto para o bolso quanto para o meio ambiente, segundo a Verdê.

“O desgaste da pedra é lento e eficaz”

“O desgaste da pedra é lento e eficaz, aumentando a durabilidade mesmo com uso regular”, diz Johny Dallasuanna, sócio da Verdê, que mantém uma loja virtual de produtos veganos – livre de qualquer ingrediente de origem animal e de testes em animais.

Para algumas pessoas, o período de adaptação entre o tradicional e o desodorante de cristal pode parecer complicado, mas as próprias marcas apontam um período de 15 dias.

“As mudanças na rotina são pequenas e facilmente adaptáveis. Para iniciar, recomenda-se versões menores dos desodorantes”, diz Dallasuanna, acrescentando que a Verdê trouxe para o Brasil marcas como a alemã Alva e a norte-americana Lafe’s.

Segundo o empreendedor, a startup tem feito curadoria de produtos, atestando que são veganos.

Clique aqui para conhecer a loja da Verdê.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

3 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

1 semana ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

2 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

3 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago