Dia Mundial do Feijão lembra benefícios das leguminosas

Além dos benefícios para a saúde, os pulses contribuem positivamente para a manutenção do meio ambiente e evitam o desperdício

Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), os pulses, de uma forma geral, são considerados os alimentos mais nutritivos que existem, chamados até mesmo de superalimentos (Fotos: Jan Nijman/Pixabay)

O Dia Mundial do Feijão, instituído em 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), será comemorado na quarta-feira (10). Mas o dia não é apenas dele. Também se inclui a lentilha, grão-de-bico e ervilha, um grupo de sementes secas comestíveis de leguminosas conhecidas como pulses. O Paraná é líder na produção nacional de feijão, contribuindo para que o Brasil ocupe a terceira posição mundial.

Os pulses são excelentes fontes de proteína, fibra, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A e do complexo B. Também são muito versáteis na cozinha e podem ser consumidos verdes, secos, reidratados, torrados ou cozidos, seja em saladas, aperitivos, pastas ou, ainda, no preparo de pães, massas e sobremesas.

Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), os pulses, de uma forma geral, são considerados os alimentos mais nutritivos que existem, chamados até mesmo de superalimentos. Eles trazem muitos benefícios, como controle do peso e das taxas de açúcar no sangue, saúde do coração, prevenção de alguns tipos de câncer e nutrição durante a gravidez.

Benefícios para o meio ambiente 

Além dos benefícios para a saúde, os pulses contribuem positivamente para a manutenção do meio ambiente e evitam o desperdício, pois sua cultura necessita menos água no processo produtivo comparada à soja, por exemplo. Para o solo, melhoram a absorção de carbono e fixam nitrogênio, o que contribui para a diminuição do efeito estufa. Também, em casos de rotação de culturas, melhora o rendimento das outras lavouras se seus resíduos são incorporados ao solo.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de feijão, com a marca de três milhões de toneladas ao ano, em média. Já o Paraná é o primeiro colocado no país. De acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) na safra 2019/20, a produção total foi de 587,1 mil toneladas de feijão do tipo preto, cores e caupi (feijão-de-corda).

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