Dirigido por Liz Marshall, de “The Ghosts in Our Machine”, o documentário “Meat The Future” aborda a realidade da carne “baseada em células de animais”, também conhecida como carne “cultivada” em laboratório.
“É uma revolução na produção de alimentos, propondo uma forma sustentável de alimentar o mundo no futuro sem a necessidade de criar e abater animais”, informa a produção em anúncio oficial.
O filme tem como destaque o cardiologista Uma Valeti, cofundador da Memphis Meats, uma das startups de maior visibilidade no mundo quando o assunto é carne cultivada. Hoje, Valeti está dedicando o seu trabalho a reduzir custos para que o produto chegue ao consumidor final com preço acessível.
“Meat The Future” aborda exatamente esse intento ao acompanhá-lo por três anos no processo de desenvolvimento da carne livre do abate de animais. “O custo de produção continua a cair e os consumidores estão de olho no nascimento dessa indústria”, frisa o filme.
“Em 2015, me deparei com o surgimento da “agricultura celular”. Se o cultivo de carne a partir de células animais sem a necessidade de criação e abate estivesse realmente em andamento, eu esperava encontrar um ponto de entrada mais pessoal. Depois de conhecer o dr. Uma Valeti, visionário cofundador e CEO da Memphis Meats, tive certeza de que havia um filme”, explica a diretora Liz Marshall.
Ela acrescenta que “Meat The Future” fornece um ponto de vista exclusivo do nascimento dessa indústria com base em filmagens realizadas ao longo de três anos e meio.
Na divulgação do filme é ressaltado que os indicadores sugerem que a demanda global por carne dobrará até 2050. “A pesquisa também indica que o consumo de carne pode ser reduzido pela metade nos países de alta renda até 2030.”
O documentário destaca que a agropecuária ocupa hoje cerca de 45% da superfície global da terra e é responsável por uma grande parte dos danos causados envolvendo degradação do solo, poluição do ar, escassez de água, poluição da água e perda da biodiversidade.
“Pesquisas mostram que seus impactos diretos nas mudanças climáticas são de pelo menos 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa. O advento da carne ‘baseada em células’ apresenta uma alternativa para mudar o jogo. Por exemplo, em comparação com a carne bovina convencional, estima-se que a carne bovina baseada em células reduz, em escala, o uso da terra em mais de 95%, as emissões de mudanças climáticas em 74% a 87% e a poluição de nutrientes em 94%.”
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Carne de laboratório é legal para veganos iniciantes que ainda não podem (ou acham que não) prescindir de alguma alusão à carne real mesmo na versão "de mentira ". Veganos veteranos, entretanto, que já aboliram da carne até mesmo o nome, não sentem nenhuma falta destes genéricos de laboratorio, ao contrario, até se desconfortam relacionando o nome carne com tudo o que representa sofrimento e tortura animal. Por isso não valorizam muito essas criações trabalhosas de cientistas queimando as pestanas pra enganar o paladar, como se veganos não possuissem outros itens alimentares com nomes e sabores reais e naturais que veganos amam de verdade.