Aos 16 anos, Justin Reineke começou a trabalhar em uma fazenda de criação de porcos em Steinbach, na província de Manitoba, no Canadá.
Com o tempo, e refletindo sobre a realidade dos animais enviados para o abate, ele decidiu pedir demissão e se tornar vegano e ativista.
A sua história foi registrada em vídeo pela organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) e disponibilizada no YouTube.
Reineke conta que na região de Steinbach é comum os mais jovens trilharem esse caminho porque a economia baseada na criação de porcos é muito forte. Então acaba sendo mais fácil ignorar a realidade da violência contra os animais.
“Olho para trás agora e me assusta a maneira como pensamos sobre isso. Não é normal. Muitas das memórias não são boas”, diz.
Segundo Reineke, leitões com apenas dois dias de idade têm seus dentes serrados com cortadores elétricos. Sem treinamento veterinário, também é comum os trabalhadores amputarem as caudas dos porcos usando tesouras para jardinagem aquecidas.
Justin Reineke cita ainda que na área destinada às porcas prenhas, ele encontrava leitões doentes esmagados – o que se repetiu também em outras fazendas em que trabalhou.
Filhotes enfermos são mortos na suinocultura porque demandam despesas ou não são considerados boas fontes de carne – então avalia-se a relação custo-benefício em primeiro lugar.
Reineke frisa que é fácil ganhar a confiança dos porcos e que é triste reconhecer que a redução de suas vidas a pedaços de carne é o destino de animais tão curiosos e felizes.
“Você cria essa confiança e depois tira. Esses porcos são mantidos em confinamento até o dia em que serão mortos, porque são apenas máquinas de dinheiro para a indústria de suínos”, lamenta.
Hoje, Justin Reineke, que assim como a esposa Carolina Valenzuela vive o veganismo, é um dos coordenadores do movimento em defesa dos animais Anonymous for the Voiceless Winnipeg.
“Sinto que outros trabalhadores do setor [indústria suína] não estão se manifestando. Por causa das pressões sociais da família e dos amigos. Acho que quando falo ajuda a facilitar o compartilhamento de suas histórias. Ao relatar ao público o que passei, isso pode realmente ajudar as pessoas a abrirem os olhos para algumas das crueldades que estão acontecendo”, destaca.
Saiba mais sobre a realidade da criação de porcos – clique aqui.
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