Foodtech chilena vê grande futuro para alimentos veganos no Brasil

NotCo, que já atua no mercado brasileiro, confirmou que investirá muito mais para conquistar novos consumidores no país

Produtos da NotCo são à base de vegetais e desenvolvidos a partir de inteligência artificial (Imagem: Divulgação)

O Brasil tem chamado cada vez mais atenção das foodtechs estrangeiras que estão investindo na produção de alternativas aos alimentos de origem animal. Desta vez a chilena NotCo, avaliada em mais de R$ 1,3 bilhão, anunciou que o Brasil deve ser um dos seus mercados prioritários.

Uma prova disso é a confirmação de que de um valor equivalente a R$ 450 milhões em investimentos que a foodtech arrecadou recentemente, boa parte será utilizada para ampliar sua participação no mercado brasileiro, onde já comercializa seus produtos em grandes redes de supermercados – como Carrefour e Grupo GPA.

A empresa pretende expandir sua atuação no país ampliando a oferta de alimentos como leites vegetais, maioneses e sorvetes, entre outros produtos. O Not Milk, por exemplo, que imita o leite de vaca, é à base de repolho e abacaxi, e está disponível em versões integral, semi e sabor chocolate.

Produtos criados a partir de inteligência artificial

A Not Mayo, o primeiro produto da marca, tem o grão-de-bico como ingredientes principal tanto na versão tradicional quanto com alho. Já o Not Ice Cream é à base de ervilha e pode ser encontrado no Brasil nos sabores baunilha, chocolate e cookies & cream.

Os produtos da NotCo são desenvolvidos a partir do Giuseppe, um sistema de inteligência artificial que gera fórmulas alimentares com base em ingredientes vegetais, mas imitando alimentos de origem animal. Esta é a prioridade porque o foco da foodtech chilena é conquistar consumidores que ainda consomem laticínios, ovos, etc.

Brasil como principal mercado

Segundo o Country Manager Brasil da NotCo, Luiz Augusto Silva, o Brasil deve se tornar o principal mercado da foodtech chilena até o final de 2021. A empresa faz uma projeção futura otimista considerando que seus produtos surgem como opções para motivar a redução do consumo de alimentos de origem animal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here