Com utilização cada vez mais crescente e diversa, a proteína de ervilha tem um futuro promissor. Criticada no passado pelo seu sabor considerado pouco palatável, passou por diversas mudanças e inúmeras variações no seu processo de desenvolvimento que fizeram e têm feito com que seja hoje uma das matérias-primas preferidas da indústria de alimentos à base de plantas.
Além do seu uso no enriquecimento proteico de diversos alimentos, incluindo hambúrgueres vegetais de pequenas e grandes marcas, há anos a proteína isolada de ervilha desponta como opção de suplemento para praticantes de musculação e de outras atividades físicas que não consomem laticínios. Tal evidência e demanda tem contribuído para que o produto seja hoje uma das proteínas de origem vegetal de maior valorização e projeção na indústria alimentícia.
E uma prova disso está no relatório divulgado hoje (14) pela empresa de pesquisa global de mercado Research and Markets, que aponta que até 2025 a proteína de ervilha deve movimentar pelo menos 444,7 milhões de dólares, com taxa de crescimento anual composta de 13%.
Crescente demanda por dietas ricas em proteínas de origem vegetal e maior conscientização em relação à saúde e ao bem-estar proporcionado por fontes vegetais também tem favorecido a procura pela proteína de ervilha – assim como uma tendência de consumidores que querem produtos sem soja e sem glúten.
“Há uma crescente inclinação para a dieta vegana no sudeste asiático, América Latina, Oriente Médio e África, oferecendo oportunidades de crescimento para fornecedores de proteína de ervilha nos próximos anos”, destaca a pesquisa.
No ano passado,a Bloomberg já havia divulgado que a demanda por proteína à base de vegetais elevou a produção de ervilhas em pelo menos 20% nos Estados Unidos e Canadá, apontando que se trata de uma tendência mundial. A justificativa é que a ervilha é hoje um dos ingredientes principais na elaboração de alternativas à carne.
Não apenas à carne, mas também a outros produtos que levam proteínas de origem animal como os laticínios, sendo também opção para intolerantes à lactose – conforme observado na América do Sul, América Central, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África.
A proteína de ervilha é qualificada como um dos substitutos não lácteos preferidos na atualidade porque é caracterizada por um bom perfil de aminoácidos e é facilmente digerível. Esses atributos a tornam favorável para o uso em vários produtos alimentícios, incluindo suplementos esportivos, e bebidas enriquecidas com proteínas.
De acordo com informações da NutriScience Solutions, empresa canadense que é referência internacional em ciência e tecnologia de alimentos, o consumo global de proteínas à base de plantas deve duplicar até 2025 – subindo dos atuais oito bilhões de toneladas por ano para 16,3 bilhões de toneladas.
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