Notícias

Grupos da USP e Universidade de Lisboa organizam encontros de leitura sobre filosofia animal

Foto: iStock

O grupo Praxis, do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, e o grupo de ética e direitos animais do Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), criaram um grupo de leitura sobre filosofia animal.

Organizado por Luanda Francine, do Diversitas, e Dirk Michael Hennrich, do Praxis, o grupo terá um encontro on-line na sexta-feira (16), às 10h no horário de Brasília e às 14h no horário de Lisboa, e o primeiro módulo será sobre o livro “O animal que logo sou”, do filósofo franco-magrebino Jacques Derrida.

Segundo Luanda, os encontros, abertos ao público em geral e que não exigem inscrição, ocorrerão uma vez por semana até o dia 11 de junho e serão realizados pela plataforma Zoom.

O grupo de leitura “Filosofia Animal” tem como objetivo ler e discutir textos clássicos e contemporâneos que trabalhem a questão da animalidade e a questão do lugar ético e legal dos animais no âmbito da ontologia, da política e da atual crise ecológica.

“Trabalharemos com a edição brasileira de ‘O animal que logo sou’, de Derrida, traduzida por Fábio Landa pela editora Unesp. Com periodicidade semanal, realizaremos dez encontros às sextas-feiras. A programação detalhada será distribuída na primeira sessão, quando iniciaremos a leitura a partir da página 11 até o início da página 21.”

Clique aqui para participar do grupo de leitura “Filosofia Animal” na sexta.

Caso tenha dúvidas, entre em contato pelo e-mail luanda.francine@gmail.com.

Bibliografia

DERRIDA, Jacques. O animal que logo sou. Trad. Fábio Landa. São Paulo: Unesp, 2002.

Bibliografia complementar

BERGER, John. Porquê Olhar os animais? In: Porquê Olhar os animais? Tradução: Jorge Leandro Rosa. Lisboa: Antígona. 2020. (p. 21-60)

DERRIDA, Jacques, ROUDINESCO, Elisabeth. Cap. 5: “Violências contra os Animais”. In: De que amanhã… Diálogos. Trad.: André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004, pp.80-96.

DERRIDA, L’animal que donc je suis, Galilée, Paris, 2006.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago