Há cinco anos, estudo da Universidade de Oxford concluía que dieta à base de vegetais pode salvar milhões de pessoas

Segundo a pesquisa, boas “dietas veganas” podem evitar a morte de 8,1 milhões de pessoas até 2050

Não consumir alimentos de origem animal tem condições de proporcionar o cenário mais favorável em relação à saúde humana global (Foto: Forks Over Knives)

Há cinco anos, um estudo do programa Oxford Martin sobre o Futuro da Alimentação, da Universidade de Oxford, concluía que boas dietas à base de vegetais podem salvar milhões de pessoas, além de contribuírem para a redução do impacto das mudanças climáticas.

Segundo o Dr. Marco Springmann, que liderou o estudo, o que comemos influencia tanto nossa saúde quanto o meio ambiente global.

“Dietas desequilibradas, como dietas pobres em frutas e vegetais e ricas em carne vermelha e processada, são responsáveis por grandes problemas de saúde na maioria das regiões do mundo. Ao mesmo tempo, o sistema alimentar é responsável por mais de um quarto de todas as emissões de gases de efeito estufa e, portanto, um dos principais motores das mudanças climáticas.”

Para avaliar os impactos na saúde e no meio ambiente, os pesquisadores fizeram projeções de quatro cenários dietéticos diferentes para o ano de 2050. A conclusão foi que uma dieta à base de vegetais tem a maior probabilidade de salvar muitas vidas em menos de 30 anos.

8,1 milhões de mortes a menos 

Segundo a pesquisa, boas “dietas veganas” podem evitar a morte de 8,1 milhões de pessoas enquanto dietas em que corta-se apenas o consumo de carne podem reduzir o número de mortes em 7,3 milhões. Ou seja, não consumir alimentos de origem animal tem condições de proporcionar o cenário mais favorável em relação à saúde humana global.

O estudo também prevê que até 2050 as emissões de gases de efeito estufa relacionadas aos alimentos serão responsáveis pela metade das emissões totais se não houver uma importante mudança de hábitos alimentares.

Por outro lado, a adoção de “dietas veganas” pode reduzir as emissões provenientes da alimentação em 70%, segundo o Dr. Marco Springmann. Outra importante conclusão é que as mudanças na alimentação têm condições de gerar economia com gastos em saúde, assistência não remunerada e dias de trabalho perdidos equivalente a milhares de bilhões de reais por ano.

Os pesquisadores também descobriram que a redução das emissões de gases de efeito estufa podem resultar em economia de mais de R$ 3,1 trilhões.

Clique aqui para ter acesso ao estudo completo.

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