Há motivos mais nobres para não comer carne do que para comê-la

Não precisamos de carne para sobreviver (Arte: Jackson Thilenius)

Você acredita que há motivos mais nobres para não comer carne ou para comê-la? Acredito que para não comê-la. Mas por que? Bom, quem come carne, e afirma que não abre mão, diz que “é importante fonte de proteína, que é gostosa e que faz bem”. Ou seja, são argumentos que, independente da veracidade, se voltam mais para a individualidade, para a manutenção de hábitos, incluindo o paladar.

Já os argumentos para não comer carne, quando há uma motivação ética de não querer prejudicar desnecessariamente nenhuma criatura senciente, pesam interesses coletivos como: não temos o direito de explorar ou matar animais para beneficiar o nosso paladar, assim como não financiar para que os outros o façam, e também não precisamos de carne para sobreviver. A simples e maior prova disso é a existência de pessoas de diversas classes sociais que não se alimentam de animais e são saudáveis; e isso tem aumentado cada vez mais.

Além disso, a cada ano surgem novos estudos que apontam que a produção de alimentos de origem animal não é sustentável ou benéfica ao meio ambiente. Caso alguém queira considerar benefícios particulares, também há inúmeras pesquisas que associam o consumo de carne, principalmente processada, com alguns problemas de saúde. Por outro lado, tem crescido o número de pesquisas apontando uma dieta vegetariana como adequada para quem busca mais qualidade de vida.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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