Joaquin Phoenix e cineasta russo lançam filme sobre sensibilidade dos animais que comemos

“Gunda é uma perspectiva hipnotizante da senciência dentro das espécies animais, normalmente - e talvez propositalmente - oculta de nossa visão”

(Foto: Divulgação/Gunda)

Lançado ontem (11) na plataforma de streaming Film Forum, “Gunda” é um filme de 93 minutos pautado na sensibilidade, consciência e nas relações dos animais que reduzimos a alimentos e outros produtos.

Dirigido pelo cineasta russo Viktor Kossakovsky e com produção executiva de Joaquin Phoenix, “Gunda”, que não conta com narração, tem uma construção poética, mas ao mesmo tempo realista – é um convite à empatia extensiva.

A obra gira em torno da porca Gunda, duas vacas e uma galinha, que mantêm relações que levam o espectador a refletir sobre a complexidade dos animais e a importância em incluí-los em nosso círculo moral.

As imagens são comoventes, de grande beleza e evidenciam como os animais são subestimados pela humanidade, como se tivessem pouca ou nenhuma sensibilidade e consciência.

Joaquin Phoenix e Paul Thomas Anderson

“Gunda é uma perspectiva hipnotizante da senciência dentro das espécies animais, normalmente – e talvez propositalmente – oculta de nossa visão”, avalia Joaquin Phoenix, acrescentando que o filme mostra como os animais reagem e lidam de forma semelhante com os acontecimentos.

“Victor Kossakovsky elaborou uma meditação visceral sobre a existência que transcende as barreiras normais que separam as espécies. É um filme de profunda importância e talento artístico.”

“Gunda” também se destaca pela não interferência do cineasta na vida e cotidiano dos personagens. “Imagens e som reunidos para contar uma história poderosa e profunda sem pressa. São imagens e sons de cair o queixo”, avalia o cineasta Paul Thomas Anderson, diretor de filmes como “Sangue Negro”, Magnólia” e “O Mestre”.

2 COMENTÁRIOS

  1. Quando o assunto é a “sensibilidade dos animais que comemos” impossivel não lembrar da insensbilidade dos humanos que os comem sem a racionalidade de compreende-los e sem a emotividade para ama-los.

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