KFC lança nuggets de “frango vegetal” na China

“O surto de coronavírus também está ameaçando a produção de aves na China”, acrescenta a Reuters

A princípio, segundo a Reuters, o produto será oferecido entre os dias 28 a 30 de abril, como um teste para avaliar o interesse dos consumidores chineses (Imagens: Divulgação/KFC)

A cadeia de fast food Kentucky Fried Chicken (KFC) está incluindo no menu de suas franquias em Xangai, Guangzhou e Shenzhen, e por tempo limitado, nuggets de “frango vegetal”. A princípio, segundo a Reuters, o produto será oferecido entre os dias 28 a 30 de abril, como um teste para avaliar o interesse dos consumidores chineses.

A medida ocorre em meio ao crescente interesse global de empresas de alternativas à carne em levarem seus produtos para a China – como é o caso da Impossible Foods, Beyond Meat e JUST, dos EUA, que viram no país asiático que possui a segunda maior economia do mundo um mercado-alvo importante.

“O surto de coronavírus também está ameaçando a produção de aves na China”, acrescenta a Reuters.

Um milhão de hambúrgueres vegetais vendidos

Em fevereiro, a KFC anunciou que alcançou a marca de um milhão de hambúrgueres vegetais comercializados no Reino Unido desde que a opção foi disponibilizada no dia 2 de janeiro.

De acordo com a cadeia de fast food, a cada três segundos um cliente pede por um hambúrguer vegetal em uma de suas 900 unidades no Reino Unido. O produto tem atraído principalmente pessoas que ainda consomem carne.

O hambúrguer foi desenvolvido a partir de uma parceria com a Quorn, empresa que criou e popularizou no Reino Unido a carne à base de micoproteína, ou seja, um tipo de fungo. As cidades com maiores vendas do hambúrguer à base de plantas são Londres, Notthingham, Brighton e Manchester.

China tem mercado promissor para alternativas à carne

Em março, o CEO da JUST, Josh Tetrick, que produz o “ovo sem ovo”, à base de proteína de feijão mungo e cúrcuma, e está negociando com empresas do governo chinês, revelou à Bloomberg que hoje a China quer reduzir a dependência de produtos de origem animal, assim evitando o risco de novas epidemias; até porque o coronavírus intensificou os problemas dos chineses, que já vinham enfrentando dificuldades a partir da propagação da peste suína. 

Essa constatação vai ao encontro do que foi divulgado pela multinacional de serviços financeiros Rabobank, da Holanda. Ou seja, a pandemia está forçando uma redução do consumo de alimentos de origem animal.

Além disso, o mercado de alternativas à carne na China já movimenta 10 bilhões de dólares por ano e tem condições de ir muito além, conforme divulgado pela Rabobank com base em dados da Euromonitor International.

Também há uma estimativa do Instituto de Pesquisas Plant & Food que aponta que antes do surto de coronavírus 39% da população da China já estava reduzindo o consumo de carne – o que é vantajoso para o mercado de alimentos veganos.

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