Kreator: Mille Petrozza comemora 12 anos de veganismo

Durante turnê pelos EUA em 1988, Petrozza decidiu deixar de comer carne

Ao jornal alemão, guitarrista e vocalista disse que hoje é muito fácil ter uma alimentação sem nada de origem animal (Fotos: Getty)

Comemorando 12 anos de veganismo e mais de 30 sem comer carne, o fundador da icônica banda alemã de thrash metal Kreator, Mille Petrozza, foi destaque esta semana de uma matéria do Stuttgarter Zeitung.

Ao jornal alemão, o guitarrista e vocalista disse que hoje é muito fácil ter uma alimentação sem nada de origem animal. E falou isso com a experiência de quem tirou os animais do prato em 1988, após uma turnê com o Kreator pelos Estados Unidos.

À época, o que o fez repensar seus hábitos alimentares foi passar um dia todo sem comer nada além das opções do McDonald’s. “À noite, vomitei no quarto do hotel. Tive uma leve intoxicação alimentar”, relatou.

Razões para não se alimentar de animais 

Petrozza, que há anos observa com bons olhos o crescimento do número de veganos e vegetarianos no metal, vê várias razões para alguém parar de se alimentar de animais – direitos animais, meio ambiente e saúde.

A primeira razão foi uma influência na concepção do álbum “Violent Revolution”, lançado pelo Kreator em 2001. A música homônima ganhou um clipe em crítica à exploração animal que se tornou um dos mais populares da banda. No vídeo, humanos são vítimas de vivissecção e da indústria da carne.

No entanto, quando o assunto é música em defesa dos animais, uma referência para Petrozza é a banda inglesa de grindcore Extreme Noise Terror que em 1989 lançou “Murder”, clássico que um ano após o fundador do Kreator decidir tirar a carne do prato já chamava atenção para a matança de 450 milhões de animais criados para consumo na Grã-Bretanha.

Petrozza na cozinha

O que também mudou na vida do alemão de 53 anos é que abdicar de alimentos de origem animal o motivou a passar mais tempo na cozinha. Inclusive Mille Petrozza chegou a colaborar com a revista vegana “Kochen ohne Knochen”, que significa em tradução livre “Cozinhando Sem Ossos”.

Também é motivo de orgulho para o músico vegano ter conquistado a família com suas versões veganas de schnitzel. Seu pai e sua mãe, por exemplo, quando experimentaram pela primeira vez não perceberam que não havia carne.

Foto: Acervo Kochen ohne Knochen

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