
Hoje o Partido Verde (PV) é representado na Câmara por quatro deputados federais – três deles votaram a favor de rodeios e vaquejadas em 2019, quando o PL 8240/2017, de Raimundo Lira (PB), transformado na Lei 13.873/2019, elevou rodeios e vaquejadas a patrimônio cultural imaterial do Brasil com o aval do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além de Bacelar (PV-BA), que é o líder do Partido Verde na Câmara, Júlio Delgado (PV-MG) e Sérgio Toledo (PV-AL) também apoiaram rodeios e vaquejadas por meio do PL 8240/2017. A exceção no Partido Verde hoje é Aliel Machado (PV-PR) que, embora não tenha votado contra o PL, votou pela obstrução.
Os deputados que faziam parte do Partido Verde e votaram contra rodeios e vaquejadas em 2019 foram Célio Studart (CE), Leandre (PR) e Professor Israel Batista (DF), que deixaram o partido. Hoje, Studart e Leandre estão no PSD e Batista no PSB.
Além disso, Enrico Misasi (SP), que era outro nome do Partido Verde em 2019, também votou a favor de rodeios e vaquejadas, e hoje integra o MDB. Ou seja, de um partido que em 2019 teve uma maioria que votou contra rodeios e vaquejadas, hoje o Partido Verde é composto por uma maioria que integrava outros partidos há três anos e que são apoiadores de rodeios e vaquejadas.
Em outubro de 2021, Bacelar, por exemplo, encaminhou um requerimento à Comissão de Turismo da Câmara com o objetivo de favorecer o PL 2973/2021, de Fernando Rodolfo (PL-PE), que visa garantir que o dia 25 de outubro seja o Dia Nacional da Vaquejada.
“Dada a importância que representa na tradição de muitas comunidades nacionais, especialmente as nordestinas, mister se faz a inclusão no calendário oficial do Brasil, não só como medida de justiça, mas de reconhecimento de uma modalidade que fomenta fortemente a economia”, referencia Bacelar em defesa da vaquejada, prática que consiste em puxar violentamente o rabo de um bovino.