Mercado de alimentos veganos terá forte crescimento até 2027

Com uma taxa de crescimento anual composta de 11,9% ao ano, o mercado global de alimentos veganos deve valer R$ 392,58 bilhões até 2027

(Foto: iStock)

Com uma taxa de crescimento anual composta de 11,9% ao ano, o mercado global de alimentos veganos deve valer o equivalente a R$ 392,58 bilhões até 2027, segundo pesquisa da Meticulous Research.

Fatores como abstenção e redução do consumo de alimentos de origem animal por motivações éticas e de saúde e conscientização sobre o surgimento de doenças zoonóticas como a covid-19, que trouxe à tona novas reflexões sobre o consumo de animais, são bastante favoráveis à expansão desse mercado.

Campanhas de conscientização sobre o aumento das emissões de carbono e mais uso de terra e água para produção de proteína animal, por exemplo, têm contribuído para fazer muitos repensarem suas relações de consumo.

“Isso abriu uma grande oportunidade para produtos à base de vegetais como substitutos de carne e alternativas aos laticínios e ovos, que têm a capacidade de satisfazer as necessidades alimentares proporcionando boa nutrição e sustentabilidade ambiental”, informa o relatório.

Além disso, está crescendo o número de pessoas desenvolvendo algum tipo de intolerância à proteína animal, assim como está aumentando o número de veganos no mundo e de empresas desenvolvendo produtos para atender essa demanda.

“A pandemia de coronavírus em curso (covid-19) está remodelando tudo, de economias globais a categorias de produtos, preços e disponibilidade de estoque e comportamento do consumidor. Essa crise levou as pessoas a reavaliarem suas dietas porque sublinhou o vínculo entre alimentação, saúde e respostas imunológicas. Os efeitos da pandemia de covid-19 estão fornecendo um impulso inesperado para a indústria de produtos à base de vegetais.”

Outra mudança trazida pela pandemia, de acordo com a Meticulous Research, é que alguns governos não estão mais dificultando tanto o registro de produtos à base de vegetais, pelo menos temporariamente.

“Por exemplo, a FDA [dos EUA, e que equivale à Anvisa no Brasil] relaxou suas diretrizes para a venda de carnes à base de vegetais [que são mais rigorosas do que as de produtos de origem animal]”, exemplifica.

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