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Mercado de proteínas à base de vegetais deve dobrar até 2029

(Foto: NutraIngredients-USA)

Não é nenhuma novidade que o mercado de proteínas à base de vegetais está crescendo. Mas o que tem chamado a atenção é a proporção desse crescimento, que tem acenado de forma bastante positiva para quem está investindo ou pensa em investir em algum segmento desse mercado.

Um relatório concluído em fevereiro pela empresa de pesquisa global de mercado Future Market Insights estima que até 2029 o mercado de proteínas de origem vegetal utilizadas com fins terapêuticos deve mais do que dobrar, chegando a valer o equivalente a 934 milhões de reais.

A pesquisa diz respeito especificamente às proteínas à base de vegetais em pó, hoje, mais do que nunca, utilizadas também no desenvolvimento e produção de novos alimentos. Mas o que tem favorecido o mercado de proteínas de origem não animal com fins terapêuticos é a crescente aplicação biofarmacêutica.

De acordo com a Future Market Insights, atributos naturais e ecológicos dessas proteínas devem ajudar a elevar a taxa de uso e consumo nos próximos anos. A indústria cosmética também está se voltando cada vez mais para esse mercado com o objetivo de se alinhar às tendências de sustentabilidade e saúde.

“Está havendo uma demanda extraordinária”

Em 2019, a empresa de pesquisa de mercado Persistence Market Research publicou um relatório informando que os benefícios para a saúde e o veganismo favorecem o mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais.

“Está havendo uma demanda extraordinária por proteína hidrolisada à base de vegetais nos últimos anos devido às suas aplicações nutricionais”, informa a PMR e acrescenta que cada vez mais consumidores estão optando por proteínas hidrolisadas de origem não animal.

O que torna esse tipo de proteína um grande atrativo, de acordo com o relatório da PMR, é o fato de que fornece todos os aminoácidos necessários e ajuda na redução da ingestão de gordura saturada e colesterol.

“Para prevenir doenças cardiovasculares, a demanda por alimentos acrescidos de proteínas vegetais hidrolisadas está aumentando. É uma maneira eficaz de reduzir o colesterol LDL e diminuir o risco de doenças cardíacas”, enfatiza.

A pesquisa da PMR estima que esse mercado  deve registrar taxa de crescimento anual composta de 5%, valendo pelo menos um bilhão de dólares a mais em um período de dez anos – subindo de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões até 2029.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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