Mercado de proteínas vegetais pode mais do que dobrar

Segundo relatório, mercado crescerá de US$ 11,104 bilhões em 2020 para US$ 26,721 bilhões em 2030

Proteínas vegetais são os principais ingredientes das alternativas à carne

Com a crescente aceitação e interesse dos consumidores por alternativas aos alimentos de origem animal, o mercado de proteínas vegetais pode mais do que dobrar até 2030, crescendo de US$ 11,104 bilhões em 2020 para US$ 26,721 bilhões em 2030. Isso é o que afirma um relatório da P&S Intelligence divulgado ontem (3), que estima uma taxa de crescimento anual composta de 9,2%.

“O fator-chave por trás da crescente demanda por esses produtos está no crescente número de consumidores abdicando das proteínas animais, tanto por motivos éticos quanto biológicos”, informa o relatório.

“Por exemplo, a intolerância à lactose é um problema de saúde comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e é por isso que elas não consomem leite ou qualquer coisa feita a partir dele. Depois há a questão dos direitos animais, que tem feito muitas pessoas evitarem a carne e optarem por alternativas à base de vegetais.”

A empresa de análise de mercado aponta que a pandemia de covid-19 também acelerou essa mudança, já que as pessoas estão mais preocupadas com a saúde e com o impacto humano no planeta.

‘Nos próximos anos, os alimentos continuarão sendo a maior área de aplicação de proteínas à base de vegetais, devido à crescente demanda por comida vegana e à mudança no estilo de vida dos consumidores.”

Hoje a maior parte dos produtos à base de proteína vegetal é feita com soja devido à quantidade de proteínas e fibras, conforme levantamento da P&S Intelligence.

Ascensão no Brasil

Vale destacar que o mercado de alimentos à base de vegetais está em ascensão no Brasil. Em 2020, o interesse por esses produtos aumentou de 67%, há três anos, para 90%, de acordo com dados do Good Food Institute (GFI) Brasil.

Nesse contexto, mais empresas buscam o expertise de companhias fornecedoras de tecnologias para desenvolver produtos análogos à carne, além de queijos, sorvetes e iogurtes, com sabor e texturas agradáveis ao paladar.

Em 2015, o setor faturava cerca de R$246,7 milhões no Brasil. Esse número foi para R$418,7 milhões em 2020, representando uma alta de 69,6% e um crescimento médio anualizado de 11,1%. Para 2025, a projeção é atingir R$666,5 milhões, de acordo com dados da agência Euromonitor.

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