MG: Casal vegano abre escola de jiu-jitsu para mulheres em situação de vulnerabilidade social

“Nosso foco é o público de baixa renda, e não cobramos mensalidade das alunas porque criamos o projeto ‘Adote uma lutadora’"

“Hoje temos capacidade para atender 120 mulheres por dia, mas com possibilidade de expansão” (Foto: Divulgação)

Com a preocupação de ajudar adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica, o casal vegano Leon Denis e Evelyn Lemes abriu em Governador Valadares (MG) a escola de defesa pessoal feminina Diaita Jiu-Jítsu e criou o projeto “Adote uma lutadora”.

Leon é faixa-preta 1º grau e Evelyn é faixa-roxa, e os dois, além de professores, já competiram como atletas pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e pela International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF).

“Hoje temos capacidade para atender 120 mulheres por dia, mas com possibilidade de expansão. Ou seja, duas turmas de 30 alunas pela manhã e duas turmas à noite”, explicam.

“Nosso foco é o público de baixa renda, e não cobramos mensalidade das alunas porque criamos o projeto ‘Adote uma lutadora’, em que as pessoas colaboram com R$ 50 por mês para apadrinhá-las ou amadrinhá-las.”

Além das aulas

Além das aulas, os recursos ajudam a custear os seminários e minicursos de nutrição vegana, direitos das mulheres e psicologia com ênfase em violência doméstica, assim como os gastos com a manutenção da escola.

“As aulas são voltadas para aplicação das técnicas marciais do jiu-jitsu e de outras artes marciais à realidade das ruas e ambientes frequentados por mulheres que podem ser alvo de violência”, diz Leon Denis, que é bicampeão brasileiro de jiu-jitsu, pentacampeão brasileiro de jiu-jitsu sem kimono e tricampeão sul-americano, além de ter outros 19 títulos no currículo.

As aulas são realizadas com roupas do cotidiano, como calça legging, short legging, top e camiseta (rashguard); modelo mundialmente conhecido como jiu-jitsu sem kimono (jiu-jitsu no-gi ou submission grappling).

Evelyn e Leon, que já foi professor de filosofia da rede estadual de ensino de São Paulo e Minas Gerais, frisam que o objetivo da Diaita Jiu-Jitsu é ser mais do que uma tradicional academia de artes marciais.

Outra perspectiva 

“É uma escola que por meio das artes marciais busca dar outra perspectiva de vida para suas alunas, orientando-as e auxiliando-as nos mais diversos planos das relações humanas em sociedade. Instruindo-as sobre como lidar com as adversidades psicofísicas e morais cotidianas”, enfatizam.

“O jiu-jitsu é considerado uma das mais completas defesas pessoais do planeta. Com técnicas de alavancas, e usando a força do agressor, é possível que a vítima e mais fraca fisicamente consiga dominar e sair ilesa. Por isso, o jiu-jitsu é super indicado para as mulheres aprenderem a lidar com as situações de violência.”

A Diaita Jiu-Jítsu tem potencial para atender todo o leste de Minas Gerais. “Quem tiver interesse em participar do projeto ‘Adote uma lutadora’, favor entrar em contato com a escola para receber mais detalhes pelos telefones (33) 98415-5982 ou (33) 98412-8618 ou pelo e-mail [email protected] ou pelo instagram: @diaitajiujitsu.”

Saiba Mais

Segundo o casal de atletas veganos, também é em resposta aos assédios cometidos dentro das equipes tradicionais de jiu-jitsu brasileiro que nasce a escola de defesa pessoal feminina Diaita Jiu-Jítsu.

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