Morte de ativista que participava de vigília em matadouro no Canadá completa um ano

Em frente a um matadouro da Fearmans Pork, em Burlington, Regan Russell foi atropelada por um caminhão que transportava porcos

Regan foi homenageada com ilustrações e pinturas, além de uma declaração do ator Joaquin Phoenix (Foto: Toronto Pig Save)

A morte da ativista vegana canadense Regan Russell completou um ano no sábado (19). Ela participava de uma vigília do movimento Toronto Pig Save na entrada de um matadouro da Fearmans Pork (Sofina Foods), em Burlington, Ontário, quando foi atropelada por um caminhão que transportava porcos.

A vigília era também um protesto contra uma lei que proibia ativistas de interagirem com animais a caminho do matadouro. A proibição foi considerada uma arbitrariedade porque impede que ativistas possam registrar o estado dos animais antes de serem mortos.

Regan foi homenageada com ilustrações e pinturas, além de uma declaração do ator Joaquin Phoenix. Ele disse em junho do ano passado que a morte da ativista não poderia ser esquecida e que ela foi alguém que passou os momentos finais de sua vida confortando porcos que nunca experimentaram o toque gentil de uma mão.

Outros famosos também demonstraram indignação por meio das redes sociais, como Debra Messing, Nathalie Emmanuel, Amanda Seales e a vocalista do Pussycat Dolls, Carmit Bachar.

Documentários sobre Regan Russell

Shaun Monson, mais conhecido como diretor do documentário em defesa dos direitos animais “Terráqueos” lançou em novembro um filme sobre a ativista canadense.

Com cerca de 30 minutos de duração, o documentário “There Was a Killing” se pauta em fatos que antecedem e sucedem o atropelamento, incluindo os desdobramentos das investigações e como as autoridades lidaram com a situação.

Outro documentário sobre a morte de Regan Russell foi dirigido Jordan Ehrlich, da CaveLight Films. “We Are Their Voice – The Regan Russell Story”, conta com depoimentos de testemunhas, especialistas jurídicos e familiares.

Falando sobre o documentário de pouco mais de 15 minutos, Ehrlich declarou que transcende uma história sobre uma morte trágica ou o tratamento cruel dispensado aos animais. “Meu objetivo era contar a história de Regan com a urgência, o coração e o contexto que ela merece.”

O ativista Varun Virlan também lançou um curta-metragem sobre a ativista intitulado “Killed For Compassion”. Já a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) a homenageou dando a dois porcos resgatados de um matadouro os nomes Regan e Russell.

Saiba Mais

Ninguém foi responsabilizado criminalmente pela morte de Regan Russell.

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