ONU defende que 2021 deve ser o ano dos vegetais

A FAO defende uma estratégia de comunicação e informação com escolas para a criação de programas de merenda baseados nesses alimentos

“Uma dieta baseada em frutas e vegetais não somente ajuda a cuidar da saúde reduzindo riscos de doenças crônicas como diabetes e problemas coronários, mas também auxilia no combate a altas taxas de colesterol e obesidade”, defende” (Foto: Natasa Mandic/Stocksy)

Este mês a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou em Roma, na Itália, o Ano Internacional das Frutas e Vegetais.

O objetivo é aumentar a conscientização de consumidores e comunidades em todo o mundo para a importância desses alimentos para a saúde e economias dos países.

Segundo a FAO, frutas e vegetais ajudam a promover a segurança alimentar. Uma outra preocupação é combater o desperdício de alimentos, uma das causas para a fome no mundo.

A cerimônia de lançamento foi presidida pelo diretor-geral da FAO, Qu Dongyu. “Uma dieta baseada em frutas e vegetais não somente ajuda a cuidar da saúde reduzindo riscos de doenças crônicas como diabetes e problemas coronários, mas também auxilia no combate a altas taxas de colesterol e obesidade”, defende.

O Ano Internacional quer incentivar um debate em níveis local, regional e internacional sobre a contribuição desses alimentos à agenda de desenvolvimento sustentável.

Incentivo à produção e ao consumo

A FAO afirma que a iniciativa deverá se concentrar no fomento de inovação e de melhores infraestruturas para a produção de frutas e vegetais por pequenos agricultores.

Para a agência da ONU, é preciso fortalecer a parceria com o setor agrícola com mais informação sobre o manejo desses alimentos assim como sua comercialização e o impacto para economias locais.

A FAO defende uma estratégia de comunicação e informação com escolas para a criação de programas de merenda baseados nesses alimentos e promoção de hortas em coberturas de prédios de grandes cidades.

Também destaca a importância do apoio a mais mulheres agricultoras, que formam a maioria da mão-de-obra do setor e que podem ajudar a impulsionar o Ano Internacional de Frutas e Vegetais com a produção e o consumo para uma dieta mais saudável e sustentável para todos.

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