Para senador, defesa animal no Brasil virou exagero

"Um animal tem que ser tratado como um animal. Essa sensibilidade está atrapalhando a cultura dos brasileiros”, declarou Telmário Mota

Dentre os congressistas, Telmário Mota é um dos maiores defensores de rodeios e vaquejadas (Foto: Agência Câmara)

Embora o Projeto de Lei 1095/2019, que prevê aumento da pena contra maus-tratos a cães e gatos no Brasil tenha sido aprovado ontem (9) no Senado, visando minimizar a impunidade que envolve violência a animais domésticos, o senador Telmário Mota (Pros-RR) protagonizou uma situação de contrariedade em relação à defesa animal no Brasil.

Mota sugeriu uma emenda em que, em vez de aumentar a pena mínima, defende sua diminuição. Ou seja, como a atual pena de detenção prevê de três meses a um ano, ele queria que fosse reduzida inicialmente para dois meses.

Segundo o senador, o projeto “é uma grande inversão de valores”:

“Este projeto está fora da realidade. A relação com os animais tem que ser de carinho. Mas um animal tem que ser tratado como um animal. Essa sensibilidade está atrapalhando a cultura dos brasileiros”, declarou ontem (9).

Defensor de rodeios e vaquejadas

Dentre os congressistas, Telmário Mota, que votou contra a proposta do deputado Fred Costa, é um dos maiores defensores de rodeios e vaquejadas.

Vale lembrar que no texto original do PLS 631/2015, em trâmite no Senado, e que prevê a criação do Estatuto dos Animais, consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Mas é claro que um adepto de rodeios e vaquejadas não poderia ter outra posição, a não ser essa, aquela que está confortavelmente costumado e perfeitamente inserido no contexto. Óbvio que existe mesmo uma diversidade de valores gigantesca entre um político que vota contra os maus tratos e outro não tão empenhado assim, à favor do projeto, muito pelo contrário; uma questão de DNA, de evolução e superioridade, de empatia e de histórico de vida quando se trata de considerar um homem e outro homem, de pesar e medir suas ações, uma vez que são pessoas públicas e notórias, por isso impossível não julgar um e outro, definindo que a diferença é fragrante e incontestável. Bom que haja esse contraste mesmo, da água para o vinho, para que cada qual mostre a sua cara sem máscara, sem enganação e sem subterfúgio, queremos ver para crer, quem é quem, o que pensa, o que faz e o quanto vale de verdade cada qual no seu quadrado. Animais já pagaram o preço muito alto do desapreço, do desamor, da exploração e da ignorância humanas, por séculos, por isso qualquer Lei que se promulgue a seu favor ainda será pouco. Alforria para animais escravos, submetidos à perversão e psicopatia humanas e prisão, multa e penalidade máxima para os que não consideram o direito à vida de todas as espécies, melhor ficando bem longe dos animais, se não for possível deixar de sentir prazer mórbido ao maltrata-los e se divertir à custa deles. Humanos já brincaram demais com os animais, acabou o recreio, hora de falar sério, tortura nunca mais.

  2. Esses parlamentares não constroem nada. Passam anos mamando o nosso dinheiro pra falar besteira como essa.
    Por que não usam a cabeça e votem LEIS aumentando a pena pra quem maltratar crianças, mulheres e idosos em vez de reduzir as penas? Porque não têm coragem!

  3. Ah! Se ele fala isso na frente…
    Tem ser divulgado a foto, nome e partido desse cidadão nas redes sociais p esse lixo ser cobrado pra fazer algo pelo de útil para a sociedade e não tentar impedir a aprovação de pena real (assim esperamos) para quem mautrata os animais, pois quem mautrata, tb mautrata crianças, mulheres e idosos… D O que esse cara faz de útil no Senado?
    Quais seus projetos de lei p benificiar o povo?

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